Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Provérbios 16

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Da parte do homem está o preparar a sua alma: E da parte do Senhor o governar-lhe a língua. 2Todos os caminhos do homem estão patentes aos seus olhos: O Senhor pesa os espíritos. 3Descobre ao Senhor as tuas obras, e serão dirigidos os teus pensamentos. 4Tudo fêz o Senhor por causa de si mesmo: Até ao ímpio para o dia mau. 5Todo o arrogante é a abominação do Senhor: Ainda quando estiver com uma mão sôbre outra, não é inocente. O princípio do caminho bom é praticar a justiça: E diante de Deus é mais aceita do que imolar hóstias. 6A iniquidade redime-se pela misericórdia e pela verdade: E o mal evita-se pelo temor do Senhor. 7Quando os caminhos do homem agradarem ao Senhor, até reduzirá à paz os seus inimigos. 8Melhor é o pouco com justiça, do que muitos frutos com iniquidade. 9O coração do homem dispõe o seu caminho: Mas da parte do Senhor está dirigir os seus passos. 10A adivinhação se acha nos lábios do rei, a sua bôca não errará no juízo. 11Os juízos do Senhor são pêso e balança: E as suas obras são tôdas as pedras do saco. 12Os que obram impiamente são abomináveis ao rei: Porque o trono se firma com justiça. 13A vontade dos reis são os lábios justos: O que fala coisas retas, será amado. 14A indignação do rei são uns correios da morte: E o varão sábio a aplacará. 15Na alegria do semblante do rei está a vida: E a sua clemência é como a chuva seródia. 16Possui sabedoria, pois que ela é melhor do que o ouro: E adquire a prudência, pois que é mais preciosa do que a prata. 17A vereda dos justos aparta os males: O que guarda a sua alma conserva o seu caminho. 18A soberba precede a ruína: E o espírito eleva-se antes da queda. 19Mais vale ser humilhado com os mansos, do que repartir despojos com os soberbos. 20O que é hábil no empreendido negócio, achará bens: E o que espera no Senhor, é bem-aventurado. 21O que é sábio do coração, será chamado prudente: E o que é doce no falar, receberá coisas maiores. 22A erudição do que a possui é uma fonte da vida: A doutrina dos insensatos é fatuidade. 23O coração do sábio instruirá a sua bôca: E acrescentará graça aos seus lábios. 24As palavras compostas são um favo de mel: A doçura da alma é a saúde dos ossos. 25Há um caminho que parece ao homem que é direito: E contudo o seu fim guia para a morte. 26A alma do que trabalha, para si trabalha, porque a sua bôca o constrangeu a isso. 27O varão ímpio cava o mal, e nos seus lábios se vai ateando o fogo. 28O homem perverso move pleitos: E o verboso divide os príncipes. 29O homem iníquo atrai ao seu amigo: E o conduz por um caminho não bom. 30Aquêle que cogita em malvados projetos com os olhos espantados, executa o mal mordendo os seus beiços. 31Coroa de dignidade é a velhice, a qual se achará nos caminhos da justiça. 32O homem paciente vale mais do que o valoroso: E o que domina o seu ânimo, do que o expugnador de cidades. 33Os bilhetes da sorte lançam-se numa dobra do vestido, mas o Senhor é quem os tempera.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp