Provérbios 17
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Um bocadinho de pão sêco com alegria vale mais do que uma casa cheia de vítimas com pelejas. 2O servo com juízo dominará os filhos insensatos, e repartirá a herança entre os irmãos. 3Bem como a prata se prova no fogo, e o oiro no crisol: Assim o Senhor prova os corações. 4O mau obedece à língua iníqua, e o enganador dá ouvidos aos lábios mentirosos. 5Aquêle que despreza ao pobre, insulta ao seu Criador: E o que se alegra com a ruína de outrem, não ficará impune. 6Os filhos dos filhos são a coroa dos velhos: E a glória dos filhos são os pais dêles. 7As palavras compostas não convêm ao insensato. 8A expectação de quem espera é unia pérola belíssima: Para qualquer parte que êle se volta, obra com prudência. 9Aquêle que encobre o delito, busca amizades: O que. por outro teor o repete, separa os unidos. 10Ao homem prudente serve-lhe mais uma repreensão, do que ao insensato um cento de golpes. 11O mau sempre anda buscando distúrbios: Mas / o anjo cruel-será enviado contra êle. 12É melhor encontrar uma ursa, à qual foram roubados os seus filhinhos, do que a um insensato que se fia na sua loucura. 13Não se apartará o mal da casa daquele que dá males por bens. 14O que dá saída à água represada, é origem de contendas: E antes de padecer a afronta, desampara a justiça. 15Aquêle que justifica ao ímpio, e aquêle que condena ao justo, ambos são abomináveis diante de Deus. 16De que serve ao insensato o ter grandes riquezas, se êle não pode comprar com elas a sabedoria? Aquêle que levanta muito alto a sua casa busca a sua ruína: E o que evita aprender cairá nos males. 17Aquêle que é amigo, é-o em todo o tempo: E o irmão conhece-se nos transes apertados. 18O homem insensato baterá com as mãos, quando se declarar fiador pelo seu amigo. 19Aquêle que medita discórdias, ama as reixas: E o que levanta a sua porta, 20O que é cie coração perverso, não achará o bem: E o que tem a língua dobre, cairá no mal. 21O insensato nasceu para ignomínia sua: Pois nem o pai se alegrará com o filho estulto. 22O ânimo alegre faz idade florida: O espírito triste seca os ossos. 23O ímpio recebe presentes do seio, para perverter as veredas da justiça. 24A sabedoria reluz no rosto do prudente: Os olhos dos insensatos nas extremidades da terra. 25O filho insensato é a indignação do pai: E a dor da mãe que o gerou. 26Não é bom fazer dano ao justo: Nem ferir ao príncipe que julga segundo a justiça. 27Aquêle que é moderado nas suas palavras, é douto e prudente: E o homem erudito é de espírito precioso. 28Até o insensato passará por sábio, se estiver calado: E por inteligente. se cerrar os seus lábios.