Provérbios 18
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1O que quer deixar-se do seu amigo, busca-lhe as ocasiões: Êle será coberto de opróbrio em todo o tempo. 2O insensato não recebe as palavras da prudência: Se tu lhe não falares em correspondência das coisas, que passam dentro no seu coração. 3O ímpio, depois de haver chegado ao profundo dos pecados, tudo despreza: Mas a ignomínia e o opróbrio o vão seguindo. 4As palavras saem da bôca do varão, como uma água profunda: E a fonte da sabedoria é como a torrente, que transborda. 5Não é bom guardar respeito à pessoa do ímpio, para te desviares da verdade do juízo. 6Os lábios do insensato metem-se em disputas: e a sua bôca provoca a contendas. 7A bôca do insensato fere-o a êle mesmo: E os seus lábios são a ruína da sua alma. 8As palavras do homem de língua dobre parecem singelas: Mas elas penetram até o íntimo das entranhas. O temor abate o preguiçoso: Mas as almas cios efeminados terão fome. 9Aquêle que é mole e frouxo no seu trabalho, é irmão do que dissipa as suas obras. 10O nome do Senhor é uma tôrre fortíssima: A êle mesmo se acolhe o justo, e será exaltado. 11O cabedal do rico é a cidade da sua fortaleza, e uma como grossa muralha que o cerca. 12O coração do homem eleva-se antes de ser quebrantado: E humilha-se antes de ser glorificado. 13Aquêle que responde antes de ouvir, mostra ser um insensato, e digno de confusão. 14O espírito do homem sustém a sua debilidade: Mas quem poderá suster a um espírito que fàcilmente se deixa levar da ira? 15O coração prudente possuirá a ciência: E o ouvido dos sábios busca a doutrina. 16O presente que um homem faz abre-lhe um. dilatado caminho, e dá-lhe lugar diante dos príncipes. 17O justo é o primeiro que a si mesmo se acusa: Vem depois o seu amigo, e êle o sondará. 18A sorte apazigua as diferenças, e decide ainda entre os poderosos. 19O irmão, que é ajudado por seu irmão, é como uma cidade forte: E os seus juízos são como os ferrolhos das cidades. 20Do fruto da bôca do homem se encherá o seu ventre: E os renovos dos seus lábios o fartarão. 21A morte e a vida estão no poder da língua: Os que a amam, comerão dos seus frutos. 22Aquêle que achou a uma mulher boa, achou o bem: E receberá do Senhor um manancial de alegria. Aquêle que expele a uma mulher virtuosa, expele o bem: Mas o que retém a adultera é um insensato e um ímpio. 23O pobre falará com suplicas: E o rico lhe responderá com aspereza. 24O homem amável no trato será mais amigo do que um irmão.