Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Provérbios 23

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Quando te assentares a comer com o príncipe, considera com atenção o que se te pôs diante: 2E põe uma faça na tua garganta, se é todavia que estás senhor da tua alma. 3Não desejes comer dos manjares daquele, onde se acha o pão da mentira. 4Não te fatigues por ser rico: Mas põe têrmo à tua prudência. 5Não ergas os teus olhos para umas riquezas que tu não podes ter: Porque elas tomaram asas como de águia, e voaram para O céu. 6Não comas com o homem invejoso, e não apeteças os seus manjares: 7Porque à semelhança de adivinho e conjecturador, faz juízo do que ignora. Come e bebe, te dirá êle: Mas o seu coração não está contigo: 8Tu vomitarás os manjares que tiveres comido: E perderás os teus sábios discursos. 9Não fales aos ouvidos dos insensatos Porque eles desprezarão a doutrina das tuas palavras. 10Não toques nos limites dos pequeninos: E não entres no campo dos pupilos: 11Porque o seu próximo é poderoso: E êle mesmo se fará contra ti o defensor da sua causa. 12Entre o teu coração na doutrina: E os teus ouvidos nas palavras da ciência. 13Não queiras subtrair a correção ao menino: Porque se tu o fustigares com a vara, êle não morrerá. 14Tu fustigarás com a vara: E livrarás a sua alma do inferno. 15Meu filho, se o 'teu ânimo fôr sábio, alegrar-se-à contigo o meu coração: 16E os meús rins exultarão de prazer, quando os teus lábios tiverem proferido o que é reto. 17O teu coração não tenha inveja aos pecadores; mas conserva-te no temor do Senhor todo o dia: 18Porque terás esperança, quando chegar o teu último dia, e não te será roubada a tua expectação. 19Ouve, meu filho, e sê sábio: E dirige a tua alma pelo caminho direito. 20Não te queiras achar nos banquetes dos grandes bebedores, nem nas comezainas daqueles que fazem vir os manjares para comerem de companhia: 21Porque passando o tempo em beber, e em con-tribuir com os seus escotes, êles se arruinarão e a sua dormente preguiça vestir-se-á de trapos. 22Ouve a teu pai, que te gerou: E não desprezes a tua mãe, quando fôr velha. 23Compra a verdade, e não queiras vender a sabedoria, nem a doutrina, nem a inteligência. 24O pai do justo salta de prazer: O que gerou ao sábio terá nêle a sua alegria. 25Nesta alegria viva teu pai, e tua mãe, e a que te gerou, exulte. 26Dá-me, meu filho, o teu coração: E os teus olhos guardem os meus caminhos. 27Porque a mulher prostituta é uma cova profunda: E a alheia é um poço estreito. 28Ela está de emboscada no caminho como um salteador, e ela matará aos que vir desapercebidos. 29A quem se dirá: Desgraçado de ti? ao pai de quem se dirá: Desgraçado de ti? para quem serão as bulhas? para quem os precipícios? para quem as feridas sem causa? para quem a névoa dos olhos? 30Para quem, senão para aquêles que levam o tempo a beber vinho, e têm o seu gôsto em despejar os copos? 31Não olhes para o vinho, quando te começa a parecer louro, quando brilhar no vidro a sua côr: Êle entra suavemente; 32mas no fim morderá como uma serpente, e difundirá o seu veneno como um basilisco. 33Os teus olhos verão as alheias, e o teu coração falará palavras desregradas. 34E tu serás como um homem dormente no meio do mar, e como um pilôto sopito que perdeu o leme: 35E dirás: Espancaram-me, mas a mim não me doeu: Arrastaram-me, mas eu não senti: Quando despertarei eu, e quando acharei mais vinho para beber?

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp