Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Provérbios 25

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Estas são também Parábolas de Salomão, as quais transcreveram os servos de Ezequias rei de Judá. 2A glória de Deus é encobrir a palavra, e a glória dos reis é investigar o discurso. 3O céu na sua altura, e a terra na sua profundidade, e o coração dos reis é imescrutável. 4Tira a ferrugem da prata, e sairá um vaso puris-simo: 5Tira a impiedade da presença do rei, e o sen trono” se firmará na justiça. 6Não apareças ufano diante do rei, e não te ponhas no lugar dos grandes. 7Porque melhor é que te digam: Sobe para cá: Do que sêres humilhado diante do príncipe. 8Não descubras logo no princípio da contenda, o -que viram os teus próprios olhos: Por não te suceder que tendo tu tirado a honra ao teu amigo, não possas depois tornar a reparar-lha: 9Trata o teu negócio com o teu amigo, e não descubras o teu segrêdo a um estranho: 10Porque não suceda que te insulte, logo que o ouvir, e não cesse de to lançar em rosto. A graça e amizade livram: Conserva-as para ti, para que não caias em desprêzo. 11Aquêle que profere a palavra a seu tempo, é como uns pomos de ouro em leitos de prata. 12Aquele que argúi ao sábio, e ao ouvido obediente, é como umas arrecadas de ouro, e uma brilhante pérola. 13O embaixador fiel é para quem o enviou, o que é a frieza da neve no tempo da ceifa: Êle dá descanso à alma do seu amo. 14O homem que se glória, e não cumpre as promessas, é como o vento, e as nuvens que não trazem chuva. 15O príncipe mitigar-se-ã pela paciência, e a língua branda quebrantará a dureza. 16Achaste mel, come o que te basta, para que não suceda que depois de farto o vomites. 17Retira o teu pé da casa do teu próximo, para que não suceda que êle de enfastiado te venha a aborrecer. 18O homem que diz um falso testemunho contra o seu próximo, é um dardo e uma espada, e uma flecha penetrante. 19Quem espera no desleal no dia da angústia, procura fazer fôrça num dente podre, e num pé cansado, 20e perde a capa num dia de frio. Aquêle que canta canções a um coração péssimo, é como o vinagre que se lança no nitro. Assim como a traça come o vestido, e o caruncho a madeira: Do mesmo modo rói a tristeza o coração do homem. 21Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer: Se tiver sêde, dá-lhe água para beber: 22Porque assim amontoarás brasas vivas sôbre a sua cabeça, e o Senhor te dará a paga. 23O vento do Aquilão dissipa as chuvas: E o rosto triste a língua maldizente. 24É melhor estar assentado a um canto do eirado, do que habitar com uma mulher litigiosa, e numa casa comum. 25Tão saborosa é a água fria à alma que tem sêde como é uma boa nova que vem de um país remoto. 26O justo que cai diante do ímpio, é como uma fonte que turvaram com o pé, e como uma veia de água que corromperam. 27Assim como não é bom o mel para aquele que o come em demasia: Assim o que é esquadrinhador da majestade será oprimido da glória. 28Assim como é uma cidade tôda aberta, e que não está cercada de muros, assim é o homem, que quando fala não pode conter o seu espírito.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp