Provérbios 26
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Assim como a neve é imprópria no estio, e as chuvas no tempo da ceifa: Assim a glória está mal a um insensato. 2Como um pássaro que voa de uma parte para outra, e um pardal que vai para onde quer: Assim a maldição proferida sem motivo cairá sobre o que a profere. 3O açoite é para o cavalo, e o freio para o asno. ca vara para as costas dos insensatos. 4Não respondas ao louco segundo a sua loucura. para não vires a ser seu semelhante. 5Responde ao louco segundo a sua loucura. para que êle não fique entendendo que é sábio. 6Aquêle que envia as suas palavras por intervenção de um mensageiro insensato, fica manco dos pés, e bebendo a iniqüidade. 7Bem como ao coxo não serve de nada ter as pernas bem feitas: Assim não diz bem a parábola na bôca dos insensatos. 8Assim como obra o que lança uma pedra no montão de Mercúrio: Assim também se porta o que dá honra ao insensato. 9A parábola na bôca dos insensatos é como se nascesse um espinheiro na mão dum homem embriagado. 10A sentença do juiz decide as causas: E aquêle que impõe silêncio a um insensato, apazigua as contendas. 11O imprudente, que repete a sua loucura, é como o cão que torna outra vez ao que tinha vomitado. 12Tens visto a um homem, que crê de si que é sábio? maior esperança terá do que êle um ignorante. 13O preguiçoso diz: O leão está no caminho, e a leoa nas passagens: 14Bem como a porta volta sôbre a sua couceira, assim se revolve o preguiçoso no seu leito. 15O preguiçoso esconde a mão debaixo do seu sovaco, e dá-lhe muito trabalho, quando a tiver de levar à bôca. 16O preguiçoso parece-lhe que é mais sábio do que sete homens que não dizem coisa que não seja acertada. 17Assim como está em perigo aquêle que toma a um cão pelas orelhas, do mesmo modo o que passando se impacienta, e se mete numa bulha que é com outrem. 18Assim como é culpável o que atira frechadas, e lançadas para matar: 19Do mesmo modo o é aquêle homem, que usando de fraude prejudica ao seu amigo: E depois de ter sido apanhado, diz: Eu o fazia por brinco. 20Quando não houver mais lenha apagar-se-á O fogo, e desterrado que seja o mexeriqueiro, apaziguar-se-ão as contendas. 21Assim como os carvões são para as brasas, e a lenha para o fogo, do mesmo modo é o homem iracundo para excitar disputas. 22As palavras dos mexeriqueiros parecem singelas, mas elas penetram até o intimo das entranhas. 23Os lábios inchados juntos a um coração péssimo, são tanto monta como se quiseras adornar com prata baixa um vaso de barro. 24Pelos seus lábios se dá a conhecer o inimigo, quando no coração tramar enganos. 25Quando êle te falar num tom humilde, não te fies nêle, porque tem sete malícias no seu coração. 26Aquêle que oculta o seu ódio debaixo duma aparência fingida, será descoberta a sua malícia na assembléia pública. 27Aquêle que abre a cova, cairá nela: E a pedra virá rolando sôbre aquêle que boliu nela. 28A língua enganadora não ama a verdade: E a bôca lúbrica é causa de ruínas.