Provérbios 28
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1O ímpio foge, sem que ninguém o persiga: O justo porém, como leão afoito, estará sem terror. 2Por causa dos pecados da terra são muitos os príncipes dela: E por causa da sabedoria do homem, e pela ciência das coisas que se dizem, será mais dilatada a vida do príncipe. 3O homem pobre, que calunia aos outros pobres, é semelhante a uma chuva impetuosa na qual se aparelha a fome. 4Aquêles que deixam a lei, louvam o ímpio: Os que a guardam irritam-se contra êle. 5Os homens maus não cuidam no que é justo: Mas os que buscam o Senhor advertem em tudo. 6Melhor é o pobre que anda na sua simplicidade, do que o rico que anda por caminhos perversos. 7Aquêle que guarda a lei, é filho sábio: Mas o que sustenta comilões, confunde a seu pai. 8Aquêle que amontoa riquezas por meio de usuras, e interêsses injustos, ajunta-as para o que há de ser liberal com os pobres. 9Daquele que desvia os seus ouvidos para não ouvir a le; a mesma oração será execrável. 10Aquêle que seduz os justos, levando-os a um mau caminho, cairá no fôsso que êle mesmo abriu: E os símplices possuirão os seus bens. 11O homem rico parece-lhe que é sábio: Mas o pobre que é prudente sondá-lo-á. 12Na exaltação dos justos há muita glória: Reinando os ímpios, acontecem as ruínas dos homens. 13Aquêle que esconde as suas maldades não será bem sucedido: Aquêle, porém, que as confessar, e se retirar delas, alcançará misericórdia. 14Bem-aventurado o homem que sempre está com temor: Mas o que é de coração duro, cairá no mal. 15Um príncipe ímpio sôbre um povo pobre é um leão que ruge, e um urso que tem fome. 16Um príncipe falto de prudência oprimirá a muitos pelas suas calúnias: Mas os dias do que aborrece a avareza, serão prolongados. 17Se o homem que por calúnia derrama o sangue de qualquer pessoa, fugir até se arremessar no fôsso, ninguém o sustém. 18Aquêle que anda em simplicidade, será salvo: O que anda por caminhos perversos, cairá por uma vez. 19Aquêle que lavra a sua terra, terá fartura de pão: Mas o que ama a ociosidade, estará cheio de indigência. 20O homem fiel será muito louvado: Mas o que dá pressa a se enriquecer, não será inocente. 21Aquêle que quando julga guarda respeito à pessoa, não faz bem: Um tal homem até desampara a verdade por um bocado de pão. 22O homem que se apressa por enriquecer, e tem inveja aos outros, não sabe que há-de vir sôbre êle a pobreza. 23Aquêle que repreende a um homem, achará depois graça para com êle, muito mais do que aquêle outro que o engana com as lisonjas da sua língua. 24Aquêle que tira alguma coisa a seu pai, e a sua mãe, e diz que isto não é pecado, tem parte no crime dos homicidas. 25Aquêle que se jacta, e que se incha de soberba, excita contendas:' Mas o que espera no Senhor, será curado. 26Aquêle que. confia no seu coração é um insensato: Mas o que anda sàbiamente, será com efeito salvo. 27Aquêle que dá ao pobre, não terá necessidade: Aquêle que o despreza quando lhe pede, cairá em penúria. 28Quando os ímpios fôrem elevados, esconder-se-do os homens: Quando êles perecerem, multiplicar-sc-ão os justos.