Provérbios 4
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Ouvi, filhos, as instruções de um pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência. 2Dar-vos-ei um belo dom, não deixeis a minha lei. 3Porque eu fui também filho de meu pai, querido e como unigênito diante de minha mãe: 4E êle me ensinava e dizia: O teu coração receba as minhas palavras, guarda os meus preceitos e viverás. 5Possui a sabedoria, possui a prudência: Não te esqueças, nem te desvies das palavras da minha bôca. 6Nem a largues, e ela te guardará: Ama-a, e ela te conservará. 7Possui tu a sabedoria, que êste é o princípio da mesma sabedoria, e adquire a prudência com tôdas as tuas posses: 8Arrebata-a, e ela te exaltará: Glorificado serás por ela, quando a tiveres abraçado, 9ela derramará sôbre a tua cabeça torrentes de graças, e te cobrirá com uma ínclita coroa. 10Ouve, meu filho, e recebe as minhas palavras, para que se te multipliquem os anos da tua vida. 11Eu te mostrarei o caminho da sabedoria, guiar-te-ei pelas veredas da equidade: 12Nas quais, depois que tiveres entrado, não se estreitarão os teus passos, e correndo não terás tropeço. 13Pega-te bem à disciplina, não a largues: Guarda-a, porque ela é a tua vida. 14Não te deleites nas veredas dos ímpios, nem te agrade o caminho dos maus. 15Foge dêle, e não passes por êle: Desvia-te, e deixa-o: 16Porque êles não dormem, sem terem feito mal: E foge dêles o sono se não tiverem armado alguma sancadilha: 17Êles comem o pão da impiedade e bebem o vinho da iniquidade. 18Mas a vereda dos justos, como luz que resplandece, vai adiante e cresce até o dia perfeito. 19O caminho dos ímpios é tenebroso: Êles não sabem onde vão cair. 20Meu filho, escuta os meus discursos e inclina o teu ouvido para as minhas expressões: 21Elas se não tirem de diante dos teus olhos, conserva-as no meio do teu coração: 22Porque são vida para os que as acham, e saúde para tôda a carne. 23Aplica-te com todo o cuidado possível à guarda do teu coração, porque dêle é que procede a vida. 24Remove de ti a bôca maligna, e estejam longe de ti os lábios que detraem. 25Os teus olhos olhem direitos, e as tuas pálpebras precedam os teus passos. 26Dirige a vereda em que pões os teus pes, e todos os teus caminhos serão firmes. 27Não declines nem para a direita nem para a esquerda: Retira o teu pé do m al: Porque o Senhor conhece os caminhos, que estão à direita: E os que estão à esquerda são uns caminhos de perdição. Mas êle mesmo endireitará as tuas carreiras, e guiando prolongará em paz os teus caminhos.