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Salmo 101 (102)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 102.

1Oração do pobre, que estiver em tribulação, e derramar as suas preces na presença do Senhor. 2Senhor, ouve a minha oração: E chegue a ti o meu clamor. 3Não apartes o teu rosto de mim: Em qualquer dia em que me achar atribulado, inclina para mim o teu ouvido. Em qualquer dia que te invocar, ouve-me prontamente: 4Porque foram dissipados como fumo os meus dias: E os meus ossos assim como acendalhas se secaram. 5Fui ferido como feno, e o meu coração se secou: Porque me esqueci de comer o meu pão. 6À voz do meu gemido se pegaram os meus ossos à minha carne. 7Tornei-me semelhante ao pelicano do deserto: Cheguei a ser como a coruja em seu albergue. 8Vigiei, e estou feito como pássaro solitário no telhado. 9Todo o dia me improperavam os meus inimigos: E os que me louvavam se conjuravam contra mim. 10Porque comia a cinza com pão, e misturava a minha bebida com pranto. 11À vista da tua ira e indignação: Porque levantando-me me arrojaste. 12Os meus dias como sombra passaram: E eu como feno me sequei. 13Mas tu, Senhor, permaneces para sempre: E a memória do teu Nome vai de geração em geração. 14Tu levantando-te terás piedade de Sião: Porque é tempo de teres piedade dela, porque o prazo está já cumprido. 15Porque as suas ruínas têm sido agradáveis aos teus servos: E êles se compadecerão da sua terra. 16E temerão as nações o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra respeitarão a tua glória. 17Porquanto o Senhor edificou Sião: E será visto na sua glória. 18Atendeu à oração dos humildes: E não desprezou o seu rogo. 19Sejam escritas estas coisas a outra geração: E o povo, que há de ser criado, louvará o Senhor: 20Porque olhou desde o alto do Santuário: O Senhor desde o céu olhou para a terra: 21Para ouvir os gemidos dos encarcerados: Para dar soltura aos filhos dos condenados à morte: 22Para que anunciem em Sião o nome do Senhor: E o seu louvor em Jerusalém. 23Quando os povos se juntarem, e os reis para servirem ao Senhor. 24Respondeu-lhe no caminho do seu vigor: Dize-me O curto número de meus dias. 25Não me chames na metade de meus dias: Os teus anos se estendem de geração em geração. 26No princípio tu, Senhor, fundaste a terra: E os céus são obra de tuas mãos. 27Êles perecerão, mas tu permaneces: E todos se envelhecerão como um vestido. E como roupa de vestido os mudarás, e serão mudados: 28Mas tu és sempre o mesmo, e os teus anos não se acabarão. 29Os filhos de teus servos habitarão: E a sua posteridade será dirigida eternamente.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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