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Salmo 104 (105)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 105.

1Aleluia. Louvai ao Senhor, e invocai o seu nome: Anunciai entre as gentes as suas obras. 2Cantai-lhe, e dizei-lhe salmos: Narrai tôdas as suas maravilhas. 3Gloriai-vos em seu santo Nome: Alegre-se o coração dos que buscam ao Senhor. 4Buscai ao Senhor, e fortificai-vos: Buscai sempre a sua face. 5Lembrai-vos das suas maravilhas, que fêz: De seus prodígios. e dos juízos que pronunciou com a sua bôca. 6Vós, ó descendentes de Abraão, que sois seus ser-vos: Vós, ó filhos de Jacó, seus escolhidos. 7Êle é o Senhor nosso Deus: Os seus juízos se executarão em tôda a terra. 8Êle se lembrou para sempre da sua aliança: E da palavra, que enviou para mil gerações: 9Daquela que deu a Abraão: E do juramento qué fêz a Isaac: 10E o confirmou a Jacó por estatuto: E a Israel para que fôsse uma aliança eterna: 11Dizendo: A ti te darei a terra de Canaã, repar-timento da vossa herança. 12Quando eram em curto número, mui poucos e estrangeiros nesta terra: 13E passaram de gente em gente, e de um reino a outro povo. 14Não permitiu que alguém os ofendesse: E castigou por causa dêles aos reis. 15Não toqueis os meus ungidos: E não maltrateis aos meus profetas. 16E chamou a fome sôbre a terra: E quebrantou tôda a fôrça do pão. 17Enviou diante dêles um varão: A José que foi vendido por escravo. 18Apertaram com grilhões seus pés, o ferro traspassou a sua alma 19até que foi cumprida a profecia dêle. A palavra do Senhor o havia inflamado: 20Enviou o rei, e o soltou; o príncipe dos povos, 21Constituiu o senhor da sua casa: E por príncipe de tudo o que possuía. 22Para que desse luz aos grandes como a si mesmo: E ensinasse a prudência aos seus Anciãos. 23E entrou Israel no Egito: E foi Israel estrangeiro em a terra de Cam. 24E aumentou o seu povo em grande maneira: E o fêz forte sôbre os seus inimigos. 25Transtornou o coração dos egípcios para que aborrecessem o seu povo: E usassem de enganos com os seus servos. 26Enviou a Moisés seu servo: A Aarão, o mesmo que ela escolheu. 27Pôs nêles as palavras de seus sinais, e prodígios na terra de Cam. 28Enviou trevas, e difundiu escuridade: E não tornou vãs as suas palavras. 29Converteu-lhes as águas em sangue: E matou os seus peixes. 30A sua terra produziu rãs até nas câmaras dos mesmos reis. 31Disse, e vieram moscas de tôdas as castas: E mosquitos em todos os seus limites. 32Mudou as suas chuvas em granizo: Lançou um fogo abrasador na terra dêles. 33E feriu as suas vinhas, e os seus figueirais: E quebrou as árvores que havia nos seus limites. 34Disse, e vieram gafanhotos, e alfôrra, em tanta cópia que não tinha número: 35E comeu tôda a erva na terra dêles. E comeu todo o fruto na terra dêles. 36E feriu a todos os primogênitos na terra dêles: As primícias de todo o seu trabalho. 37E conduziu-os com prata e com ouro: E não havia enfêrmo nas tribos dêles. 38Alegrou-se o Egito na partida dêles: Porque estava preocupado do temor que lhes tinha. 39Estendeu uma nuvem que os cobrisse, e fogo que os alumiasse de noite. 40Pediram, e vieram codornízes: 41Fendeu a pedra, e manaram águas: Correram rios em lugar sêco: 42Porque teve em memória a sua santa palavra, a qual êle havia dado a Abraão seu servo. 43E tirou o seu povo com regozijo, e aos seus escolhidos com alegria. 44E deu-lhes as terras das nações: E desfrutaram o trabalho de outros povos: 45Para que guardassem os seus mandamentos, e buscassem a sua lei.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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