Salmo 106 (107)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 107.
1Aleluia. Louvai ao Senhor porque é bom: Porque a sua misericórdia é eterna. 2Digam-no os que o Senhor tem redimido, os que tem redimido da mão do inimigo: E os que congregou dentre as nações. 3Do Oriente, e do Poente: do Aquilão, e do mar. 4Foram errando pelo deserto sem água: Não acharam caminho de cidade onde alojar-se. 5Padecendo fome, e sêde: A sua alma nêles desfaleceu. 6E clamaram ao Senhor quando se viam em angústia: E êle os livrou das suas necessidades. 7E os conduziu por caminho direito: Para que fossem à cidade de povoação. 8Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens. 9Porque fartou a alma que estava vazia: E saciou de bens a alma faminta. 10Os que moravam em trevas, e na sombra da morte: Aprisionados em mendiguez, e em ferro. 11Porque foram rebeldes às palavras de Deus: E desprezaram o conselho do Altíssimo. 12E foi humilhado o seu coração nos trabalhos: Ficaram sem forças, e não houve quem os socorresse. 13E clamaram ao Senhor quando se viram em angústia: E livrou-os de suas necessidades. 14E tirou-os das trevas, e da sombra da morte: Rompeu as suas cadeias. 15Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens. 16Porque arrombou as portas de bronze: E quebrou os ferrolhos de ferro. 17Êle os recebeu do caminho da sua maldade: Porque pelas suas injustiças foram humilhados. 18A alma dêles aborreceu tôda a comida: E chegaram até as portas da morte. 19E clamaram ao Senhor quando se viram em angústia: E livrou-os de suas necessidades. 20Enviou a sua palavra, e salvou-os: E livrou-os do que lhes era mortal. 21Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias: E as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens: 22E lhe ofereçam sacrifício de louvor: E anunciem as suas obras com regozijo. 23Os que descem ao mar em naus para fazerem as suas manobras nas muitas águas. 24Êles mesmos viram as obras do Senhor, e as suas maravilhas no profundo. 25Disse, e levantou-se um vento de tempestade: E empolaram-se as suas ondas. 26Sobem até aos céus, e descem até aos abismos: A sua alma com os males se consumia. 27Foram turbados, e titubearam como um temu-lento: E todo o seu saber foi apurado. 28E clamaram ao Senhor quando se viram em angústia, e livrou-os das suas necessidades. 29E trocou a sua tempestade em vento suave e acalmaram as ondas do mar. 30E êles alegraram-se porque acalmou o mar: E conduziu-os ao pôrto que êles desejavam. 31Glorifiquem ao Senhor as suas misericórdias e as maravilhas que obrou a favor dos filhos dos homens. 32Exaltem-no na Congregação do Povo: E louvem-no no Consistório dos Anciãos. 33Mudou os rios em desertos: E os mananciais das águas em terra sedenta. 34A terra frutífera em mar salgado, pela malícia dos que habitavam nela. 35Trocou o deserto em tanques de água: E a terra sem água em mananciais de água. 36E estabeleceu ali aos famintos: E fundaram cidade para povoá-la. 37E semearam os campos e plantaram vinhas: E deram fruto nativo. 38E abençoou-os, e se multiplicaram em extremo: e não diminuiu o número dos seus animais. 39E foram depois reduzidos a poucos: E se viram quebrantados pela fôrça dos males, e com a dor. 40Caiu o desprêzo sôbre os príncipes: E os fêz andar errando fora do caminho, e por onde o não havia. 41E aliviou o pobre da sua miséria: E multiplicou as famílias como ovelhas. 42Vê-lo-ão os retos, e alegrar-se-ão: E tôda a maldade fechará a sua bôca. 43Quem é sábio e guardará estas coisas? E compreenderá as misericórdias do Senhor?