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Salmo 138 (139)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 139.

1Ao regente do côro salmo de Davi. Senhor, provaste-me, e conheceste-me: 2Tu me conheceste ao assentar-me, e ao levantar-me. 3De longe entendeste os meus pensamentos: Observaste a minha vereda, e o curso da minha vida. 4E previste todos os meus caminhos: Ainda quando não está a palavra na minha língua. 5Eis-aqui, Senhor, tu conheceste tôdas as coisas, as novíssimas, e as antigas: Tu me formaste, e puseste sôbre mim a tua mão. 6Maravilhosa se tem feito a tua ciência em mim, sublime é, e não poderei lá chegar. 7Como me irei do teu Espírito? e para onde fugirei da tua presença? 8Se subir ao céu, tu ali te achas: Se descer ao inferno, presente nêle estás. 9Se eu tomar as minhas asas ao romper da alva, e fôr habitar nas extremidades do mar: 10Ainda lá me guiará a tua mão: E me susterá a tua direita. 11E disse: Talvez me ocultarão as trevas: Mas a noite se converte em claridade para me descobrir entregue às minhas delícias. 12Porque as trevas não serão escuras para ti, e a noite será iluminada como o dia: Como as trevas daquela, assim são também a luz dêste. 13Porque tu possuíste os meus afetos: Recebeste-me desde o ventre de minha mãe. 14Eu te glorificarei, porque assombrosamente tens sido engrandecido: Maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o conhece muito. 15Nenhum dos meus ossos que formaste em secreto, te é a ti oculto: Nem a minha substância nas entranhas da terra. 16Os teus olhos me viram, quando era informe, e no teu livro todos serão escritos: Os dias serão formados, e ninguém nêles. 17Mas para mim têm sido singular mente honrados os teus amigos, ó Deus: Muito se tem fortificado o principado dêles. 18Contá-los-ei, e mais que a areia se multiplicarão: Despertei, e ainda estou contigo. 19Se matares, ó Deus, os pecadores: Homens sanguinários, retirai-vos de mim: 20Porque dizeis no vosso pensamento: Tomarão em vão as tuas cidades. 21Porventura não aborrecia eu, Senhor, aos que te aborreceram: E não me consumia por causa dos teus inimigos? 22Com ódio consumado eu os aborrecia: E êles se tornaram meus inimigos. 23Prova-me, ó Deus, e sonda o meu coração: Pergunta-me, e conhece as minhas veredas. 24E vê, se há em mim caminho de iniquidade: E conduze-me pelo caminho da eternidade.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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