Salmo 35 (36)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 36.
1Ao regente do côro, do mesmo Davi servo do Senhor. 2Disse o injusto entre si mesmo, que êle delinqui-ria: Não há temor de Deus ante seus olhos. 3Porque êle obrou dolosamente na sua presença: De sorte que a sua iniquidade o fêz objeto do ódio. 4As palavras da sua bôca são iniquidade e engano: Não quis instruir-se para fazer o bem. 5Meditou a iniquidade na sua cama: Deixou-se estar em todos os caminhos que não eram bons, e não aborreceu a malícia. 6Senhor, a tua misericórdia está no céu e a tua verdade até às nuvens. 7A tua justiça é como os montes de Deus: Os teus juízos são um abismo profundo. Tu, Senhor, salvarás os homens, e as bestas: 8Segundo tens multiplicado a tua misericórdia, ó Deus. Mas os filhos dos homens esperarão à sombra das tuas asas. 9Embriagar-se-ão da abundância da tua casa: E os farás beber na torrente das tuas delícias. 10Porque em ti está a fonte da vida: E no teu lume veremos o lume. 11Estende antes a tua misericórdia sôbre os que te conhecem, e a tua justiça sôbre aqueles que têm o coração reto. 12Não venha sôbre mim pé de soberba: E mão de pecador não me comova. 13Ali caíram os que obram a iniquidade: Foram empurrados, e não se puderam levantar.