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Salmo 37 (38)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 38.

1Salmo de Davi, em memória do sábado. 2Senhor, não me repreendas no teu furor, nem me castigues na tua ira. 3Porque as tuas setas se me cravaram: E assentaste sôbre mim a tua mão. 4Não há parte sã na minha carne na face cia tua ira: Não há paz nos meus ossos à vista dos meus pecados. 5Porque as minhas iniquidades se elevaram por cima da minha cabeça: E como carga pesada se agravaram sôbre mim. 6Apodreceram e corromperam-se as minhas cicatrizes, à vista da minha estultícia. 7Eu me tornei miserável, e todo encurvado: Todo o dia andava oprimido de tristeza. 8Porque os meus lombos estão cheios de ilusões: E não há parte alguma sã na minha carne. 9Estou aflito, e grandemente abatido: Rugia pela fôrça do gemido do meu coração. 10Senhor, diante de ti está todo o meu desejo: E o meu gemido te não é oculto. 11O meu coração está conturbado, a minha fôrça me desamparou: E ainda o mesmo lume dos meus olhos não está já comigo. 12Os meus amigos, e os meus propínquos se chegaram, e se puseram contra mim. E os que estavam perto de mim, se puseram de longe: 13E faziam seus esforços os que buscavam a minha alma. E os que me procuravam males, falaram coisas vãs: E todo o dia maquinavam enganos. 14Mas eu como um surdo não ouvia: E como um mudo que não abre a sua bôca. 15E tornei-me como homem que não ouve; e que não tem na sua bôca palavras com que se defenda. 16Porque em ti, Senhor, esperei: Tu me ouvirás, Senhor Deus meu. 17Porque disse: Nunca triunfem de mim meus inimigos: E enquanto meus pés estão vacilantes, falaram com orgulho contra mim. 18Porque aparelhado estou para os açoites: E a minha dor está sempre diante de mim. 19Porque eu publicarei a minha iniquidade: E meditarei sôbre o meu pecado. 20Mas os meus inimigos vivem, e se têm fortificado sôbre mim: E se têm multiplicado os que me aborrecem injustamente. 21Os que tornam males por bens, murmuravam de mim, porque eu seguia o que era bom. 22Não me desampares, Senhor Deus meu: Não te apartes de mim. 23Acode prontamente em meu socorro, Senhor Deus da minha salvação.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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