Salmo 43 (44)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 44.
1Ao regente do côro para instrução dos filhos de Coré. 2Nós, ó Deus, com as nossas orelhas ouvimos: Nossos pais nos anunciaram. A obra que fizeste nos dias dêles, e nos dias antigos. 3A tua mão exterminou as gentes, e os plantaste a êles: Afligiste os povos, e os lançaste fora: 4Porque não foi com a sua espada que possuíram a terra, e o seu braço não os salvou: Senão a tua destra, e o teu braço, e a luz do teu rosto: Porque te comprazeste nêles. 5Tu mesmo és o meu rei, e o meu Deus: Que dispões as salvações de Jacó. 6Por ti nos esforçaremos em arruinar nossos inimigos, em teu nome desprezaremos aos que se levantam contra nós. 7Porque não esperarei no meu arco: E a minha espada não me salvará. 8Porque nos salvaste dos que nos afligiam: E confundiste aos que nos tinham aborrecimento. 9Em Deus nos gloriaremos todo o diâ: E em teu nome diremos louvores eternamente. 10Mas agora tu nos lançaste fora e cobriste de confusão: E tu, ó Deus, não andarás à testa dos nossos. exércitos. 11Tu nos fizeste voltar as costas a nossos inimi-: gos: E que fôssemos prêsa dos que nos tinham em aborrecimento. 12Tu nos enganaste como ovelhas de matadouro: E nos espalhaste entre as nações. 13Vendeste o teu povo sem preço: E não houve concurso nos mercados dêles. 14Puseste-nos no opróbrio aos nossos vizinhos, por escárnio e zombaria àqueles que estão ao redor de nós. 15Puseste-nos em provérbio às gentes por exemplo de irrisão nos povos. 16A minha ignomínia está todo o dia diante de mim, e a confusão do meu rosto me tem coberto. 17À voz do que me afronta, e vitupera: A vista do inimigo, e do que me persegue. 18Tôdâs estas coisas vieram sôbre nós, e ainda assim nós nos não temos esquecido de ti: E não temos cometido iniquidade contra o teu pacto. 19O nosso coração não tornou atrás: Nem tu des-viaste do teu caminho os nossos passos: 20Porque tu nos humilhaste no lugar da aflição, e a sombra da morte nos cobriu. 21Se nós nos esquecemos do nome do nosso Deus, e se estendemos as nossas mãos para algum Deus estranho: 22Porventura não há de pedir Deus conta disso? porque êle conhece os segredos do coração. Pois por amor de ti somos entregues à morte cada dia: Somos reputados assim como ovelhas do matadouro. 23Levanta-te, por que dormes, Senhor? levanta-te e não nos desampares para sempre. 24Por que apartas teu rosto, te esqueces da nossa miséria e da nossa tribulação? 25Porquanto nossa alma está humilhada até ao pó: Pegado está com a terra o nosso ventre. 26Levanta-te, Senhor, ajuda-nos: E resgata-nos por amor do teu nome.