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Salmo 6

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Ao regente do côro, com acompanhamento de instrumentos de corda, salmo de Davi, com vozes graves. 2Senhor, não me arguas no teu furor, nem me castigues na tua ira. 3Tem misericórdia de mim, Senhor, porque sou enfêrmo: Sara-me, Senhor, porque os meus ossos estão comovidos. 4E a minha alma se turbou em extremo: Mas tu, Senhor, até quando? 5Volta-te, Senhor, e livra a minha alma: Salva-me pela tua misericórdia. 6Porque na morte não há quem se lembre de ti: E no inferno quem te louvará? 7Trabalhado me vejo no meu gemido, lavarei todas as noites o meu leito: Regarei com minhas lágrimas o meu estrado. 8O meu ôlho se turvou à vista do furor: Tenho envelhecido no meio de todos os meus inimigos. 9Apartai-vos de mim todos os que obrais iniquidade: Porque o Senhor ouviu a voz do meu pranto. 10O Senhor ouviu o meu humilde rogo, o Senhor recebeu a minha oração. 11Sejam confundidos, e em extremo conturbados todos os meus inimigos: Convertam-se, e sejam cobertos de ignomínia num instante.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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