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Salmo 72 (73)

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 73.

1Salmo de Asaf. Quão bom é Deus para Israel! Para os que são retos de coração. 2Os meus pés por pouco não vacilaram: Por pouco se não transtornaram os meus passos. 3Porque tive zelo sôbre os iníquos, vendo a paz dos pecadores. 4Porque êles não atendem à sua morte: E não há firmeza na sua ferida. 5Não participam dos trabalhos dos homens, nem com os homens serão flagelados: 6Portanto os possui a soberba, cobertos estão da sua iniquidade, e impiedade. 7Como da gordura nasceu a sua maldade: Se transformaram segundo o afeto do seu coração. 8Cogitaram, e falaram maldade: Iniquidade falaram em alto. 9Puseram no céu a sua bôca: E a língua dêles foi discorrendo pela terra. 10Por isto se voltará aqui o meu povo: E serão achados nêles os dias cheios. 11E disseram: Acaso Deus sabe isto, e tem disto notícia o Altíssimo? 12Eis-aqui os mesmos pecadores, e os que abundam no século têm adquirido riquezas. 13E disse: Logo em vão justifiquei o meu coração. e lavei entre os inocentes as minhas mãos: 14Pois tenho sido afligido todo o dia, e castigado desde a manhã. 15Se dizia: Contá-lo-ei assim: Via que condenava a nação de teus filhos. 16Pensava para entender isto, trabalho é êste aos meus olhos: 17Até que eu entre no santuário de Deus: E aprenda qual será o fim dêles. 18Certamente por causa dos seus enganos lhes mandaste males: Derribaste-os quando se elevavam. 19Como os que são postos em desolação, repentinamente feneceram. Pereceram pela sua maldade. 20Como sonho dos que despertam, tornarás, Senhor, em nada a imagem dêles, na tua cidade. 21Porque se inflamou o meu coração, as minhas entranhas se comoveram: 22Também eu fui reduzido ao nada, e não o entendi. 23Como jumento me tenho feito diante de ti: E eu estarei sempre contigo. 24Tomaste-me pela minha mão direita: E me conduziste segundo a tua vontade, e com glória me acolheste. 25Pois que tenho eu no céu? E fora de ti, que desejei eu sôbre a terra? 26Desfaleceu a minha carne, e o meu coração: Deus do meu coração, e minha porção, Deus para sempre. 27Pois eis-aqui, os que se apartam de ti perecerão: Acabaste com todos os que te quebrantam a fé. 28Mas para mim me é bom unir-me a Deus: E pôr no Senhor Deus a minha esperança: Para anunciar todos os teus louvores nas portas da cidade de Sião.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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