Salmo 9 (9–10)
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais este é o Salmo 9–10.
1Ao regente do côro, no tom de Mouih Labbcn (morte do filho?) salmo de Davi. 2Eu te glorificarei, Senhor, com todo o meu coração, cantarei tôdas as tuas maravilhas. 3Alegrar-me-ei, e regozijar-me-ei em ti: Cama-rei o teu nome, ó Altíssimo. 4Porque fizeste pôr em fugida ao meu inimigo: Serão debilitados, e perecerão diante de ti. 5Porque julgaste e defendeste a minha causa: Assentaste-te sôbre o trono tu que julgas segundo a justiça. 6Tu repreendeste as nações, e o ímpio pereceu: Apagaste o nome dêle para sempre, e por todos os séculos dos séculos. 7As espadas do inimigo perderam a sua fôrça para sempre: E destruíste as suas cidades. A memória deles pereceu com ruído: 8E o Senhor permaneceu eternamente. Êle preparou o seu trono para exercer o juízo: 9E êle mesmo julgará tôda a teria em equidade, êle julgará os povos em justiça. 10O Senhor se fêz o refúgio para o pobre: Socor-rendo-o oportunamente na angústia. 11Em ti pois esperem os que conhecem o teu nome: Porque tu, Senhor, não desamparaste aos que te buscam. 12Cantai ao Senhor, que habita em Sião: Anunciai entre as nações os seus conselhos: 13Porque demandando o sangue dêles os teve presentes: Não se esqueceu do clamor dos pobres. 14Tem compaixão de mim, Senhor: Vê a humilhação a que meus inimigos me reduziram. 15Tu que me retiras das portas da morte, para que publique todos os teus louvores nas portas da filha de Sião. 16Exultarei na tua salvação: Cravaram-se as gentes na ruína, que me haviam preparado. No mesmo laço que esconderam, ficou preso o pc dêles. 17Conhecido será o Senhor que faz justiça: Nas obras das suas mãos foi preso o pecador. 18Sejam precipitados todos os pecadores no inferno, tôdas as nações que se esquecem de Deus. 19Porque nem para sempre haverá esquecimento do pobre: Nem a paciência dos pobres será para sempre frustrada. 20Levanta-te, Senhor, não se fortifique o homem: Sejam julgadas as nações em tua presença. 21Senhor, estabelece sôbre êles um legislador: Para que as nações conheçam que são homens. 22Porque te apartaste, tu, Senhor, para longe, desamparas-nos nas necessidades, na tribulação? 23Entretanto que o ímpio se ensoberbece, é abrasado o pobre: Êles são apanhados nos pensamentos de que o seu espírito está ocupado. 24Porque o pecador tira louvor nos desejos da sua alma: E o iníquo é abençoado. 25O pecador irritou ao Senhor, não o buscará segundo a grandeza da sua indignação. 26Não há Deus diante dêle: Os seus caminhos são maculados em todos os tempos. Os teus juízos estão tirados de diante dêle: Êle dominará a todos os seus inimigos. 27Porque êle disse do seu coração: Não serei abalado de geração em geração, sem mal. 28A sua bôca está cheia de maledicência, e de amargura e de dolo: Debaixo da sua língua está o trabalho e a dor. 29Está de assento em emboscada com os ricos em lugares ocultos, para matar ao inocente. 30Os. seus olhos estão voltados contra o pobre: Arma ciladas em secreto, como o leão na sua cova. Arma ciladas para arrebatar ao pobre: Para arrebatar ao pobre atribuindo-o a si. 31Êle o abaterá no seu laço, se inclinará, e deixará cair, logo que se apoderar dos pobres. 32Porque êle disse no seu coração: Deus se esqueceu, apartou o seu rosto para não ver jamais. 33Levanta-te, Senhor Deus, eleve-se a tua mão: Não te esqueças dos pobres: 34Por que razão irritou o ímpio a Deus? Por que disse no seu coração? Êle não perguntará por isso. 35Tu o vês, porque tu consideras o trabalho e a dor: Para os entregares às tuas mãos. Para ti se reservou o cuidado do pobre: Tu serás o que ajudes o órfão. 36Quebra o braço do pecador «e do maligno: O seu pecado buscar-se-á, e não se achará. 37O Senhor reinará eternamente, e por séculos de séculos: Vós, ó Nações, sereis exterminadas da sua terra. 38O Senhor ouviu o desejo dos pobres: A tua orelha entendeu a disposição do seu coração. 39Para julgares a favor do pupilo e do humilde, a fim de que o homem não empreenda mais engrandecer-se sôbre a terra.