Zacarias 11
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Abre, o Líbano, as tuas portas, e curna o fng-o os teus cedros. 2Uiva, ó faia, porque os cedros cairam, porque os mais elevados foram destruídos: Uivai, ó carvalhos de Basan, porque o forte bosque foi cortado. 3Parece-me que estou ouvindo a voz dos uivos dos pastôres, porque" tôda a sua grandeza foi destruída: A voz dos rugidos dos leões, porque a soberba do Jordão foi anigúilada. 4Isto diz o Senhor meu Deus: Apascenta estas rezes destinadas para o matadouro. 5As quais matavam os que as possuíam, e disso se não maguavam, e as vendiam dizendo: Bendito o Senhor, nós nos fizemos ricos: E assim os seus próprios pastôres lhes não perdoavam. 6Eu pois não perdoarei mais aos habitantes desta terra, diz o Senhor: Eis-aqui estou eu que entregarei os homens, cada um nas mãos do seu vizinho, ce nas mãos do seu rei: E arruinarão a terra, e eu os não livrarei da mão deles. 7E por isso, ó pobres do rebanho, eu apascentarei as rezes destinadas para o matadouro: Então tomei eu dois cajados, a um dos quais chamei a Formosura, e a outro chamei o Cordel: E levei a pascer o rebanho. 8E cortei três pastôres num mês, e a mim se me apertou a alma a respeito dêles: Porque também a sua alma me foi inconstante. 9E eu disse: Eu vos não apascentarei: O que morre, morra: E o que se corta, corte-se: E os que escaparam da matança, devorem cada um a carne do seu vizinho. 10Eu então tomei o meu cajado, que se chamava a Formosura, e quebrei-o para assim desfazer o meu concêrto, que tinha feito com todos os povos. 11Naquele dia pois foi anulado êsse concêrto: E os pobres do rebanho que me guardam fidelidade, reconheceram que isto é palavra do Senhor. 12E eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me a recompensa que me é devida: E senão. deixai-vos disso. Então me pagaram êles pelo meu salário trinta moedas de prata. 13E o Senhor me disse: Arroja ao estatuário esse dinheiro, essa bela soma, que êles creram que eu valia, quando me puseram em preço. E tomei as trinta moedas de prata: E as lancei na casa do Senhor para o estatuário. 14Então quebrei eu o meu segundo. cajado, que se chamava o Cordel, para dissolver a fraternidade entre Judá e Israel. 15E o Senhor me disse: Toma ainda os sinais de um pastor insensato. 16Porque eis-ai vou eu a suscitar na terra um pastor que não visitará as ovelhas abandonadas, que não buscará as que se desgarraram, e que não curará as doentes, e que não sustentará as que estão sãs, mas que comerá a carne das gordas, e quebrará as unhas delas. 17O” pastor, e ó ídolo, que abandonas o rebanho: A espada cairá sôbre o seu braço, e sôbre o seu ôlho direito: O seu braço se mirrará da secura, e o seu ôlho direito coberto de trevas se escurecerá.