Juliana de Norwich (c. 1343 – após 1416), também conhecida como Julian de Norwich, a Senhora Juliana, Dame Julian ou Madre Juliana, foi uma anacoreta católica inglesa medieval. Seus escritos, agora conhecidos como Revelações do Amor Divino, são as obras mais antigas remanescentes em língua inglesa atribuídas a uma mulher. São também as únicas obras sobreviventes em inglês escritas por uma anacoreta.
Juliana viveu na cidade inglesa de Norwich, em Norfolk, um importante centro comercial que também possuía uma vibrante vida religiosa. Durante sua vida, a cidade sofreu os efeitos devastadores da Peste Negra de 1348–1350, a Revolta Camponesa de 1381 (que afetou grande parte da Inglaterra) e a supressão dos Lollardos. Em 1373, aos 30 anos e tão gravemente doente que acreditava estar em seu leito de morte, Juliana recebeu uma série de visões ou "mostramentos" da Paixão de Cristo. Ela se recuperou da doença e escreveu duas versões de suas experiências: a primeira foi concluída logo após sua recuperação; uma versão muito mais longa, hoje conhecida como o Texto Longo, foi escrita muitos anos depois.
Juliana viveu em reclusão permanente como anacoreta em sua cela, que era anexa à Igreja de São Juliano, Norwich. São conhecidos quatro testamentos nos quais quantias foram legadas a uma anacoreta de Norwich chamada Juliana, e existe um relato da célebre mística Margery Kempe que fornece evidências dos conselhos que Kempe recebeu da anacoreta.
Beata Juliana de Norwich, rogai por nós!
Fontes
- Wikipédia, artigo "Juliana de Norwich" — texto sob licença CC BY-SA 4.0: https://pt.wikipedia.org/wiki/Juliana_de_Norwich
- Wikidata: https://www.wikidata.org/wiki/Q236699
Imagem: Poliphilo · CC0 · Wikimedia Commons