A pesca de 1717
Em outubro de 1717, o conde de Assumar, governador de São Paulo e Minas, passaria pela vila de Guaratinguetá, e os pescadores foram convocados a buscar peixes para a recepção. Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso lançaram as redes no rio Paraíba do Sul, mas não pescavam nada. Numa das tentativas, a rede trouxe o corpo de uma pequena imagem de barro de Nossa Senhora da Conceição, sem cabeça. Lançaram de novo e veio a cabeça. A partir daí, as redes se encheram de peixes.
De um oratório à Basílica
Filipe Pedroso levou a imagem para casa, e os vizinhos passaram a se reunir para rezar o terço diante dela. A devoção cresceu com relatos de graças alcançadas, e logo foi construída uma capela, depois uma igreja, a hoje chamada Basílica Velha. No século XX foi erguida a Basílica Nova, o maior santuário mariano do mundo em área construída, visitado por milhões de peregrinos por ano.
Padroeira do Brasil
Em 1904 a imagem foi coroada solenemente, e em 1930 o papa Pio XI declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira principal do Brasil. Desde 1980, o dia 12 de outubro é feriado nacional. A imagem, de cerca de 36 centímetros, foi escurecida pelo tempo em que ficou no rio e pela fumaça das velas, e por isso muitos brasileiros se reconhecem nela.
A mãe de todos
Em 1978 a imagem foi quebrada em muitos pedaços por um ataque e cuidadosamente restaurada, sinal de uma fé que se recompõe. Papas visitaram o santuário: São João Paulo II, Bento XVI e Francisco. No dia de Aparecida, que coincide com o Dia das Crianças, o Brasil celebra a Mãe que se deixou encontrar nas redes de gente simples, pobre e trabalhadora.
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!
Fontes
- Santuário Nacional de Aparecida
- Relato de 1757 no Livro do Tombo da Paróquia de Guaratinguetá
- CNBB, calendário litúrgico do Brasil
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