Uma duquesa menina
Edwiges nasceu por volta de 1174 na Baviera, no castelo de Andechs, numa família nobre — era tia de Santa Isabel da Hungria. Com apenas doze anos foi dada em casamento a Henrique, duque da Silésia, região da atual Polônia. O casal teve sete filhos. Edwiges viveu a fé com intensidade desde jovem e, com o marido, fundou mosteiros, hospitais e igrejas.
A mãe dos pobres
Mesmo sendo duquesa, vivia com grande simplicidade: andava descalça em pleno inverno, comia pouco e dava aos pobres o que tinha. Visitava os presos, servia os doentes e intercedia junto ao marido pelos condenados. Pagava as dívidas de quem estava preso por não conseguir pagar, para que pudessem voltar às suas famílias. Por isso, no Brasil, tornou-se protetora dos pobres e dos endividados.
Dores de mãe e de esposa
A vida de Edwiges foi marcada por muitas perdas. Viu seus filhos brigarem entre si pelo poder e perdeu quase todos antes de morrer. O filho Henrique, o Piedoso, morreu em 1241 na batalha de Legnica contra os mongóis. Edwiges recebeu a notícia com uma fé que impressionou a todos, oferecendo a Deus a sua dor.
No mosteiro de Trzebnica
Depois da morte do marido, em 1238, retirou-se ao mosteiro cisterciense de Trzebnica, que o casal havia fundado e onde sua filha Gertrudes era abadessa. Viveu ali como uma irmã, sem fazer os votos, para continuar livre para ajudar os pobres com seus bens. Morreu em 15 de outubro de 1243 e foi canonizada em 1267. É padroeira da Silésia. Em São Paulo, seu santuário recebe multidões todo dia 16.
Santa Edwiges, rogai por nós!
Fontes
- Vita Sanctae Hedwigis (séc. XIII)
- Missal Romano, memória de Santa Edwiges
- Martirológio Romano
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