Uma família santa
Teresa Martin nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873, a caçula de nove filhos de Luís Martin e Zélia Guérin — um casal canonizado em 2015. Perdeu a mãe aos quatro anos, e a família se mudou para Lisieux. Era uma menina sensível, que chorava com facilidade. Numa noite de Natal, aos 14 anos, recebeu a graça que chamou de "conversão": passou a esquecer-se de si para pensar nos outros.
O Carmelo aos 15 anos
Duas de suas irmãs já eram carmelitas, e Teresa quis segui-las. Por ser muito jovem, encontrou resistência; numa peregrinação a Roma, chegou a pedir pessoalmente ao papa Leão XIII a permissão. Entrou no Carmelo de Lisieux em abril de 1888, com 15 anos, e recebeu o nome de Teresa do Menino Jesus e da Santa Face.
O pequeno caminho
A vida no convento foi simples e escondida. Teresa percebeu que não era capaz de grandes penitências nem de feitos heroicos. Descobriu então o que chamou de "pequeno caminho": a confiança total em Deus, como a de uma criança nos braços do pai, e o amor posto em cada gesto pequeno — um sorriso a uma irmã difícil, um trabalho bem feito, uma contrariedade aceita em silêncio. Rezava muito pelos missionários e pelos sacerdotes, e dizia: "No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o amor".
"Eu não morro, entro na vida"
Em 1896 manifestou-se a tuberculose, e Teresa passou por grande sofrimento físico e por uma dura noite de fé. Morreu em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos, dizendo: "Meu Deus, eu vos amo". Seus escritos, publicados como História de uma Alma, espalharam-se pelo mundo. Foi canonizada em 1925, proclamada padroeira das missões junto com São Francisco Xavier e, em 1997, doutora da Igreja. É muitas vezes representada com rosas, sinal das graças que prometeu fazer cair do céu.
Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!
Fontes
- Santa Teresa do Menino Jesus, História de uma Alma
- João Paulo II, carta apostólica Divini Amoris Scientia (1997)
- Martirológio Romano
Imagem: Céline Martin · Public domain · Wikimedia Commons