Uma pedra antiga
Na igreja de Santa Úrsula, em Colônia, há uma inscrição do século IV ou V: um senador chamado Clemácio conta que reconstruiu uma basílica no lugar onde algumas santas virgens tinham derramado seu sangue por Cristo. Esse é o núcleo histórico da devoção: um grupo de jovens mulheres cristãs mortas em Colônia, provavelmente no início do século IV.
A lenda da princesa
Na Idade Média, a história ganhou muitos detalhes. Úrsula teria sido uma princesa cristã da Bretanha, prometida em casamento a um príncipe pagão. Pediu um prazo e fez uma peregrinação a Roma com suas companheiras. Na volta, em Colônia, foram atacadas pelos hunos, que cercavam a cidade. Úrsula recusou casar-se com o chefe deles, e todas foram mortas. Um erro de leitura de uma inscrição antiga — que falava de "XI M. V." — teria transformado as companheiras em onze mil virgens.
Separar o fato da lenda
Por causa das incertezas históricas, a memória de Santa Úrsula deixou de constar no calendário geral da Igreja em 1969, mas permanece no Martirológio Romano. A Igreja continua a honrar essas mártires de Colônia, cujos nomes e números exatos só Deus conhece, mas cuja fidelidade é real.
Mãe das Ursulinas
No século XVI, Santa Ângela Merici escolheu Úrsula como padroeira da companhia de mulheres consagradas que fundou para educar meninas e jovens: as Ursulinas. Graças a elas, o nome de Úrsula chegou a escolas do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Ela é padroeira das estudantes e das professoras.
Santa Úrsula e companheiras, rogai por nós!
Fontes
- Inscrição de Clemácio, basílica de Santa Úrsula, Colônia
- Martirológio Romano
- Santi e Beati (santiebeati.it)
Imagem: Carlo Crivelli · Public domain · Wikimedia Commons