Duas desistências
Lucas Antônio Falcone nasceu em 1669 em Acri, na Calábria, sul da Itália. Jovem, sentiu o chamado para os frades capuchinhos e entrou no convento, mas desistiu. Tentou de novo e saiu outra vez. Na terceira tentativa, em 1690, decidiu perseverar, apesar das dificuldades, e recebeu o nome de frei Ângelo de Acri.
O pregador que esqueceu o sermão
Ordenado sacerdote, preparou com cuidado sua primeira pregação da Quaresma, cheia de citações eruditas. No púlpito, esqueceu tudo e teve de descer envergonhado. Rezando, entendeu que Deus lhe pedia algo diferente: pregar de modo simples, para que o povo compreendesse. A partir de então, sua palavra ganhou uma força extraordinária.
Missionário do povo
Durante quase quarenta anos, percorreu cidades e aldeias do sul da Itália pregando missões populares. As igrejas ficavam lotadas; muitos se convertiam, se reconciliavam com inimigos e voltavam aos sacramentos. Ele passava horas no confessionário e visitava os doentes. Também foi superior provincial da sua ordem, mantendo sempre a humildade.
Santo em 2017
Morreu em sua cidade natal em 30 de outubro de 1739. Foi beatificado em 1825 e canonizado pelo papa Francisco em 2017. Sua vida é um consolo para quem já desistiu e recomeçou: Deus não chama os perfeitos, mas aperfeiçoa os que perseveram.
Santo Ângelo de Acri, rogai por nós!
Fontes
- Frades Menores Capuchinhos
- Vatican.va, canonização (15/10/2017)
- Martirológio Romano
Imagem: Gambini, Macario; Cavagna Sangiuliani di Gualdana, Antonio, conte, 1843-1913, former owner. IU-R · No restrictions · Wikimedia Commons