Um menino de Guaratinguetá
Antônio Galvão de França nasceu em 1739 em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba paulista — a mesma região onde, poucos anos antes, a imagem de Nossa Senhora Aparecida tinha sido encontrada no rio. Sua família era rica e profundamente religiosa. Aos 13 anos foi estudar com os jesuítas na Bahia. Depois, decidiu entrar para a Ordem Franciscana e recebeu o nome de frei Antônio de Sant'Anna Galvão.
"Filho e escravo de Maria"
Ordenado padre em 1762, foi enviado ao convento de São Francisco, em São Paulo, onde viveria a maior parte da vida. Em 1766 fez uma consagração a Nossa Senhora, assinando com o próprio sangue um documento em que se declarava "filho e escravo perpétuo" de Maria. Era pregador, confessor muito procurado, porteiro do convento e conselheiro de gente simples e de autoridades.
O Mosteiro da Luz
Com a irmã Helena Maria do Espírito Santo, fundou em 1774 o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, para mulheres que queriam viver consagradas a Deus. Frei Galvão planejou e construiu o prédio, trabalhando com as próprias mãos durante quase trinta anos. É o atual Mosteiro da Luz, em São Paulo, um dos mais belos exemplos da arquitetura colonial e onde está o seu túmulo.
As pílulas e a santidade
Certa vez, procurado por um homem com fortes dores, escreveu num papelzinho um versículo em latim do Ofício de Nossa Senhora, enrolou-o como uma pílula e mandou que o engolisse com fé. O homem melhorou, e as "pílulas de Frei Galvão", preparadas até hoje pelas irmãs do Mosteiro da Luz, tornaram-se sinal de confiança na intercessão de Maria. Frei Galvão morreu em 23 de dezembro de 1822. Foi beatificado em 25 de outubro de 1998 e canonizado pelo papa Bento XVI em 11 de maio de 2007, em São Paulo — o primeiro santo nascido em terras brasileiras.
Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!
Fontes
- Mosteiro da Luz, São Paulo
- Vatican.va, homilia da canonização (11/05/2007)
- CNBB, calendário litúrgico do Brasil
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