Tecelão
Antônio Maria Claret nasceu em 1807 em Sallent, na Catalunha, filho de uma família de tecelões. Aprendeu o ofício e foi trabalhar numa fábrica em Barcelona, onde se destacou como desenhista de tecidos. Um dia, quase se afogou no mar e, em outra ocasião, sofreu uma grande decepção com um amigo. Essas experiências o fizeram pensar no sentido da vida e em Deus.
Missionário apostólico
Entrou no seminário de Vic e foi ordenado padre em 1835. Queria ser missionário no exterior, mas a saúde não permitiu. Tornou-se então missionário na própria terra: percorria a pé a Catalunha e as Ilhas Canárias pregando missões populares, confessando por horas e escrevendo livros e folhetos simples, que chegaram a milhões de exemplares. Em 1849 fundou os Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, os Claretianos.
Arcebispo em Cuba
No ano seguinte, foi nomeado arcebispo de Santiago de Cuba. Visitou toda a diocese, regularizou casamentos, criou escolas, caixas de poupança para os pobres e se opôs à exploração dos escravizados. Isso lhe criou inimigos: em 1856 sofreu um atentado a faca, que o feriu gravemente no rosto. Ele perdoou o agressor e pediu que não fosse executado.
Confessor da rainha, exilado
De volta à Espanha, foi confessor da rainha Isabel II, cargo que aceitou com a condição de não morar no palácio. Participou do Concílio Vaticano I, defendendo a infalibilidade papal. Com a revolução de 1868, acompanhou a família real ao exílio. Perseguido, refugiou-se no mosteiro cisterciense de Fontfroide, na França, onde morreu em 24 de outubro de 1870. Foi canonizado em 1950.
Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!
Fontes
- Santo Antônio Maria Claret, Autobiografia
- Missal Romano, memória de Santo Antônio Maria Claret
- Martirológio Romano
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