Um nome na lista dos papas
Por volta do ano 180, Santo Irineu de Lião escreveu a lista dos bispos de Roma desde os apóstolos, para mostrar que a fé da Igreja vinha, sem interrupção, de Pedro e Paulo. Depois de Pedro vieram Lino, Anacleto e Clemente; e, em quarto lugar, Evaristo. É pela memória dessa sucessão que o seu nome chegou até nós.
Tempos de clandestinidade
Evaristo teria governado a Igreja de Roma por cerca de oito ou nove anos, sob os imperadores Domiciano e Trajano. Os cristãos se reuniam nas casas, celebravam a Eucaristia em segredo e sepultavam seus mortos com esperança da ressurreição. O cristianismo era considerado uma superstição perigosa, e confessar a fé podia levar à morte.
Tradições
Um livro antigo sobre os papas, o Liber Pontificalis, diz que Evaristo era filho de um judeu de Belém, que dividiu Roma em títulos, uma espécie de primeiras paróquias, confiados a presbíteros, e que ordenou diáconos para servir a comunidade. Os historiadores tratam esses detalhes com cautela, mas eles mostram como a Igreja lembrava dele: um pastor que organizou a comunidade.
Mártir
Segundo a tradição, Evaristo morreu mártir por volta do ano 107 e foi sepultado perto do túmulo de São Pedro, no Vaticano. Sua figura lembra que a Igreja se apoia não só nos grandes nomes, mas na fidelidade de pastores quase esquecidos, que mantiveram a fé viva em tempos difíceis.
Santo Evaristo, rogai por nós!
Fontes
- Santo Irineu, Contra as heresias, III, 3
- Liber Pontificalis
- Martirológio Romano
Imagem: Sandro Botticelli · Public domain · Wikimedia Commons