O filho de jardineiros
Daniel Comboni nasceu em 1831 em Limone sul Garda, no norte da Itália, numa família pobre que trabalhava como jardineira. Dos oito filhos do casal, foi o único que sobreviveu à infância. Estudou em Verona, num instituto que preparava jovens para as missões, e ali nasceu sua paixão pela África Central. Ordenado sacerdote em 1854, partiu três anos depois para o Sudão.
Um plano para a África
A primeira experiência foi dura: a maior parte dos companheiros morreu de doenças, e ele próprio teve de voltar à Europa. Mas não desistiu. Em 1864, rezando junto ao túmulo de São Pedro, em Roma, concebeu o "Plano para a regeneração da África pela própria África": formar africanos para que eles mesmos fossem os evangelizadores, médicos, professores e artesãos de seus povos. Era uma ideia ousada para a época.
Fundador e bispo
Para realizar o plano, fundou em Verona dois institutos, o masculino (1867) e o feminino (1872), hoje Missionários e Missionárias Combonianos. Percorreu a Europa pedindo apoio, participou do Concílio Vaticano I defendendo a causa africana e combateu com vigor a escravidão, ainda comum no Sudão. Em 1877 foi nomeado vigário apostólico da África Central e bispo.
"Ou a África ou a morte"
Enfrentou fome, epidemias e incompreensões, sem perder a confiança em Deus. Morreu em Cartum em 10 de outubro de 1881, aos 50 anos, dizendo aos missionários: "Eu morro, mas a minha obra não morrerá". Foi canonizado em 2003 por São João Paulo II. Os combonianos estão presentes também no Brasil, sobretudo junto aos pobres, aos povos indígenas e aos afrodescendentes.
São Daniel Comboni, rogai por nós!
Fontes
- Vatican.va, biografia da canonização (05/10/2003)
- Missionários Combonianos
- Martirológio Romano
Imagem: Unknown authorUnknown author · Public domain · Wikimedia Commons