Um monge de Veneza
Gerardo nasceu em Veneza, por volta do ano 980, na família Sagredo, e foi batizado com o nome de Jorge. Ainda menino, gravemente doente, foi confiado pelos pais à intercessão de São Jorge. Curado, entrou para o mosteiro beneditino de San Giorgio Maggiore, onde mais tarde adotou o nome Gerardo em memória do pai, que havia morrido pouco antes.
A peregrinação que mudou de rumo
Já prior e depois abade, deixou o cargo para seguir em peregrinação rumo à Terra Santa. A viagem, porém, o levou à Hungria, onde o rei Estêvão — que a Igreja também venera como santo — trabalhava para enraizar a fé cristã em seu povo. O rei reconheceu naquele monge culto e piedoso o homem certo para educar seu filho, o príncipe Emérico.
Eremita e bispo
Concluída a missão de preceptor, Gerardo buscou o silêncio e viveu alguns anos como eremita em Bakonybél. Estêvão o chamou de volta para confiar-lhe a nova diocese de Csanád, por volta de 1030. Como bispo, percorreu o território pregando, fundando igrejas e formando o clero, a ponto de ficar conhecido como o apóstolo da Hungria. Dos seus escritos, chegou até nós uma reflexão sobre o Cântico dos três jovens do livro de Daniel.
O martírio às margens do Danúbio
Após a morte de Estêvão, uma revolta pagã se levantou contra a Igreja. Em 24 de setembro de 1046, Gerardo foi capturado perto de Buda e morto — a tradição conta que foi lançado do alto de um monte junto ao Danúbio. Aquele monte leva até hoje o seu nome: Gellért, forma húngara de Gerardo. Em 1083 foi canonizado junto com o rei Estêvão e o príncipe Emérico, e é venerado como um dos padroeiros da Hungria.
São Gerardo Sagredo, rogai por nós!
Fontes
- Martirológio Romano
- Santi e Beati (santiebeati.it)
- Butler, Vidas dos Santos
Imagem: Didier Descouens · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons