Dois apóstolos pouco conhecidos
Simão e Judas Tadeu aparecem nas listas dos Doze apóstolos escolhidos por Jesus, mas os Evangelhos falam pouco deles. Simão é chamado "o Zelote" ou "o Cananeu", talvez por ter pertencido a um grupo de judeus que defendiam com zelo, até pelas armas, a independência de Israel — e que, ao encontrar Jesus, aprendeu outro caminho. Judas, chamado Tadeu, não deve ser confundido com Judas Iscariotes, que traiu o Senhor.
A pergunta de Judas
Na Última Ceia, Judas Tadeu fez a Jesus uma pergunta que o Evangelho de João guardou: "Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?". Jesus respondeu: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada" (João 14,22-23). A ele se atribui também a breve Carta de Judas, que exorta os cristãos a "combater pela fé transmitida aos santos de uma vez por todas".
Missão e martírio
Depois de Pentecostes, segundo antigas tradições, os dois apóstolos pregaram no Oriente, na Mesopotâmia e na Pérsia, e ali foram martirizados. Por isso são celebrados juntos. Simão é representado com uma serra, instrumento do seu martírio segundo a tradição; Judas Tadeu, com uma medalha com o rosto de Cristo e com uma chama sobre a cabeça, sinal do Espírito Santo recebido em Pentecostes.
O santo das causas impossíveis
A devoção a São Judas Tadeu cresceu muito nos últimos séculos. Talvez por ter sido "esquecido" por muito tempo, por causa da confusão com o traidor, o povo passou a invocá-lo nas situações mais difíceis. No Brasil, seus santuários recebem multidões no dia 28 de cada mês, especialmente em outubro, com fiéis que pedem emprego, saúde e solução para problemas que parecem sem saída.
São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!
Fontes
- Evangelhos (Lucas 6; João 14) e Carta de Judas
- Missal Romano, festa de São Simão e São Judas
- Martirológio Romano
Imagem: Anthony van Dyck · Public domain · Wikimedia Commons