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1 Reis 24

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 1 Samuel

1Saiu pois Davi dali: E habitou nos lugares mais seguros de Engadi. 2E tendo voltado Saul de perseguir os filisteus, noticiaram-lhe, dizendo: Adverte, que Davi está no deserto de Engadi. 3Tomando Saul pois consigo três mil homens escolhidos de todo o Israel, saiu a buscar a Davi e à sua gente, até sôbre os rochedos mais escarpados onde só podem subir as cabras montesas. 4E chegou a uns currais de ovelhas, que encontrou no caminho: E havia lá uma cova onde entrou Saul, a fazer as suas necessidades: Mas Davi é os seus estavam escondidos no interior da mesma cova. 5E disseram a Davi os seus criados: Eis-aqui o dia, do qual o Senhor te disse: Eu te entregarei o teu inimigo, para fazeres dêle o que bem te parecer. Chegou-se pois Davi, e cortou muito de mansinho a orla do manto de Saul. 6E logo depois bateu o coração de Davi. por ter -cortado a orla do manto de Saul. 7E disse para a sua gente: Deus me guarde de que eu faça uma tal coisa ao que é meu amo, ao ungido do Senhor, nem que eu. estenda a mão contra êle, pois é o Cristo do Senhor. 8E com estas palavras conteve Davi os seus, e impediu que êles se lançassem sôbre Saul: Pelo que Saul, saindo da caverna. prosseguia o seu caminho. 9Levantou-se também Davi depois dêle: E tendo saído da caverna, gritou por detrás das costas de Saul, dizendo: Rei, meu senhor. E olhou Saul para trás: e Davi, abaixando-se até o chão, lhe fêz uma profunda reverência, 10e disse a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos que te dizem: Davi intenta fazer-te mal? 11Eis-aqui viste tu hoje com os teus olhos que o Senhor te entregou nas minhas mãos na caverna: e eu mesmo tive pensamentos de te matar, mas não o quis fazer: Porque disse: Não estenderei a mão sôbre meu amo, porque é o ungido do Senhor. 12Antes vê, meu pai, e reconhece se é a orla do teu manto esta que tenho na minha mão: pois cortando a extremidade do teu vestido não quis estender a minha mão contra ti: adverte pois, e olha, que eu não sou -culpável de algum mal, nem de alguma injustiça, e que não pequei contra ti: Mas tu andas buscando os meios de me tirares a vida. 13O Senhor seja o juiz entre mim e ti, e o Senhor me vingue de ti: mas nunca a minha mão seja contra ti. 14E assim como se diz em antigo provérbio: Dos ímpios sairá a impiedade: Mas nunca a minha mão seja contra ti. 15A quem persegues tu, ó rei de Israel? a quem persegues? Persegues a um cão morto, e a uma pulga. 16Seja o Senhor juiz, e julgue entre mim e ti: e veja, e julgue a minha causa, e me livre das tuas mãos. 17Como pois tivesse Davi acabado de dizer a Saul estas palavras, disse Saul: Porventura é esta a tua voz, ó meu filho Davi? E levantou Saul a sua voz, e chorou: 18E disse a Davi: Tu és mais justo do que eu: Porque tu só me tens feito bem: e eu só te tenho feito mal. 19E tu mostraste hoje os bens que me tens feito: Pois que tendo-me o Senhor entregue nas tuas mãos, tu me não tiraste a vida. 20Porque quem há que achando a seu inimigo, o deixe ir sem lhe fazer mal? Mas o Senhor te pague esta benevolência, pelo que hoje obraste para comigo. 21E agora porque sei que certissimamente hás-de reinar, e que hás-de ter em tua mão o reino de Israel: 22Jura-me pelo Senhor, que não hás-de aniquilar a minha geração depois de mim, nem hás-de extinguir o meu nome da casa de meu pai. 23E assim o jurou Davi a Saul. Voltou pois Saul para sua casa: e Davi, e a sua gente se retirou a lugares "mais seguros.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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