4 Reis 18
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo · Nas Bíblias atuais: 2 Reis
1No ano terceiro de Oséias, filho de Ela, rei de Israel, reinou Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. 2Tinha vinte e cinco anos, quando começou a reinar: E reinou vinte e nove anos em Jerusalém: Sua mãe chamava-se Abi, filha de Zacarias. 3E êle fêz o que era bom na presença do Senhor, segundo tudo o que tinha feito Davi seu pai. 4Êle destruiu os altos, e esmigalhou as estátuas e deitou abaixo os bosques, e fêz em pedaços a serpente de metal, que Moisés tinha fabricado: Porque os filhos de Israel até então lhe haviam queimado incenso: E a chamou Noestan. 5Pôs a sua esperança no Senhor Deus de Israel: Portanto depois dêle não houve dentre todos os reis de Judá quem lhe fôsse semelhante, bem assim como o não tinha havido entre aqueles que foram antes dêle: 6E se chegou ao Senhor, e não se apartou dos seus caminhos, e observou os seus mandamentos, que o Senhor tinha dado a Moisés. 7E por isso o Senhor era com êle, e se conduzia com sabedoria em tôdas as coisas, que empreendia. Sacudiu também o jugo do rei dos assírios, e não lhe estêve sujeito. 8Êle destruiu aos filisteus até Gaza, e tôdas as suas terras desde a tôrre dos guardas até à cidade fortificada. 9No ano quarto do rei Ezequias, que era o sétimo áno de Oséias, filho de Ela, rei de Israel, veio Salmanasar, rei dos assírios, a Samaria, e sitiou-a, 10e tomou-a. Porque foi tomada Samaria ao cabo de três anos, no sexto ano de Ezequias que é o ano no-veno de Oséias, rei de Israel: 11E o rei dos assírios transportou os israelitas para a Assíria, e os fêz habitar em Haia, e em Habor, cidades dos medos perto do rio Gozan: 12Porque êles não tinham ouvido a voz do Senhor seu Deus, mas tinham violado a sua aliança: E não tinham nem ouvido, nem praticado as ordenações, que Moisés, servo do Senhor, lhes havia prescrito. 13No ano décimo quarto do rei Ezequias, veio Senaquerib, rei dos assírios, atacar tôdas as cidades fortes de Judá: E as tomou. 14Então mandou Ezequias, rei de Judá, mensageiros ao rei dos assírios a Laquis, dizendo: Eu pequei, retira-te das minhas terras: E eu sofrerei tudo o que tu me impuseres. O rei pois dos assírios impôs a' Ezequias, rei de Judá, trezentos talentos de prata, e trinta talentos de ouro. 15E Ezequias lhe deu tôda a prata que se achou na casa do Senhor, e nos tesouros do rei. 16Nesta ocasião despedaçou Ezequias as duas meias portas do templo do Senhor, e as chapas de ouro, de que êle mesmo as tinha forrado, e deu-as ao rei dos assírios. 17E o rei dos assírios enviou de Laquis a Tartan, e a Rabsaris, e a Rabsaces ao rei Ezequias, com grande poder contra Jerusalém: Os quais, tendo subido, vieram a Jerusalém, e fizeram alto ao pé do aqueduto da piscina superior, que está em o caminho do campo do lavandeiro. 18E chamaram o rei: Saiu pois a ter com eles Eliacim filho de Helcias, mordomo-mor da casa do rei, e Sobna secretário de estado, e Joaé filho de Asaf cronista-mor. 19E Rabsaces lhes disse: Dizei a Ezequias: Eis-aqui o que diz o grande rei, o rei dos assírios: Que confiança é esta, em que tu te estribas? 20Acaso tomaste a resolução de te preparares para a batalha? Em que confias, para ousares resistir-me? 21Esperas porventura no Egito que é um bordão de cana e rachada, sobre a qual se o homem se firmar esmigalhada se lhe meterá pela mão, e a traspassará? Assim é Faraó rei do Egito para todos os que confiam nele. 22Se vós me disserdes: -Nós temos a nossa confiança no Senhor nosso Deus: Cujos altares e altos destruiu Ezequias: E ordenou a Judá e a Jerusalém: Diante dêste altar vós adorareis em Jerusalém? 23Marchai pois agora contra o rei dos assírios meu amo. e eu vos darei dois mil cavalos, e vêde se podeis achar homens para montar nêles. 24E como podereis vós ter-vos diante dum só capitão dos últimos servos de meu amo? Acaso tens confiança no Egito por causa das carroças e cavaleiros? 25Porventura sem a vontade de Deus vim eu a esse lugar para o destruir? O Senhor me disse: Entra nesta terra, e arrasa-a. 26Disseram pois a Rabsaces Eliacim, filho de El-cias, e Sobna, e Joaé: Nós te suplicamos que fales a teus servos em siríaco: Porque entendemos esta língua: E não nos fales em língua judaica, ouvindo o povo, que está em cima do muro. 27E Rabsaces lhes respondeu, dizendo: Meu amo me mandou a teu amo e a ti, para assim falar, e não antes aos homens que estão sôbre o muro, para que comam os seus excrementos, e bebam o seu mijo convosco. 28Rabsaces pois se pôs em pé, e gritou em alta voz, em língua judaica, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei dos assírios. 29Eis-aqui o que diz o rei: Não vos seduza Ezequias: Porque êle vos não poderá livrar da minha mão. 30Nem vos faça confiar sôbre o Senhor dizendo: O Senhor infalivelmente nos livrará, e esta cidade não será entregue na mão do rei dos assírios. 31Não queirais ouvir a Ezequias. Porque eis-aqui o que diz o rei dos assírios: Tratai comigo o que vos é útil, e vinde para mim: E cada um de vós comerá da sua vinha, e da sua figueira, e bebereis das águas das vossas cisternas, 32até que cu venha: E vos transfira para uma terra, que é semelhante à vossa terra, para uma terra frutífera, e fértil de vinho, terra de pão e de vinhas, terra de olivais, e de azeite e de mel, e vivereis, e não morrereis. Não queirais dar ouvidos a Ezequias, que vos engana, dizendo: O Senhor vos livrará. 33Acaso os deuses das gentes livraram as suas terras da mão do rei dos assírios? 34Que é feito do deus de Emat, e do deus de Arfad? Oue é do deus de Sefarvaim, e de Ana, e de Ava? Acaso livraram eles da minha mão a Samaria? 35Quais são êles entre todos os deuses das terras, que livraram da minha mão o seu próprio país, para que o Senhor possa livrar da minha mão a Jerusalém? 36Calou-se pois o povo, e não lhe respondeu uma só palavra: Porque êles tinham recebido ordem do rei, para que lhe não respondessem. 37E veio Eliacim, filho de Helcias, mordomo-mor, e Sobna secretário do estado, e Joaé, filho de Asaf, cronista-mor, ter com Ezequias, rasgados os vestidos, e lhe referiram as palavras de Rabsaces.