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Apocalipse 12

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Apareceu outrossim um grande sinal no Céu: Uma mulher vestida do Sol, que tinha a Lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrêlas sôbre a sua cabeça: 2E estando pejada, clamava com as dores de parto que a atormentavam. 3E foi visto outro sinal no Céu: E eis-aqui um grande Dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez cornos: E nas suas cabeças sete diademas. 4Ea cauda dele arrastava a têrça parte das estrêlas do Céu, e as fêz cair sôbre a terra, e o Dragão parou diante da mulher, que estava para parir: A fim de tragar ao seu filho, depois que ela o tivesse dado à luz. 5E deu à luz um filho varão, que havia de reger tôdas as gentes com vara de ferro: E seu filho foi arrebatado para Deus, e para o seu trono. 6E a mulher fugiu para o deserto, onde tinha um retiro, que Deus lhe havia preparado, para nele a sustentarem por mil e duzentos e sessenta dias.: 7Então houve no Céu uma grande batalha:. Miguel, e os seus anjos pelejavam contra o Dragão eo Dragão com os seus anjos pelejavam contra êle. 8Porém êstes não prevaleceram, nem o seu lugar se achou mais no Céu. 9E foi precipitado aquele grande Dragão, aquela antiga serpente, que se chama o diabo e satanás, que seduz a todo o mundo: Sim, foi precipitado na terra, e precipitados com êle os seus anjos. 10E ouvi uma grande voz do Céu, que dizia: Agora foi estabelecida a salvação, e a fortaleza,.e o reino do nosso Deus, e o poder do seu: Cristo: Porque foi precipitado o acúsador de nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante do nosso Deus. 11E êles o venceram pelo sangue do Cordeiro,.e pela palavra do seu testemunho -e não amaram as suas vidas até à morte. 12Por isso, ó Céus, alegrai-vos, e vós os que habitais neles. Ai da terra e do mar, porque o diabo desceu a vós cheio duma grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo. 13E o Dragão depois que se viu precipitado na terra, começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o filho macho, 14E foram dadas 'à mulher duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada um tempo, dois tempos e a metade dum tempo, fora da presença da serpente. 15E a serpente lançou da sua bôca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fôsse arrebatada da corrente. 16Porém a terra ajudou a mulher, e abriu a terra a sua bôca e engoliu o rio, que o dragão tinha vomitado da sua bôca. 17E o dragão se irou contra a mulher: E foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. 18E deixou-se estar sôbre a areia do mar.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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