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Apocalipse 11

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E deu-se-me uma cana semelhante a uma vara, e foi-me dito: Levanta-te e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele fazem as suas orações: 2Mas o átrio, que está fora do Templo, deixa-o de fora, e não o meças: Porque êle foi dado aos gentios, e êles hão de pisar com os pés a Cidade Santa por quarenta e dois meses: 3E darei às minhas duas testemunhas e êles vestidos de saco profetarão por mil duzentos e sessenta dias. 4Êstes são duas oliveiras, e dois candieiros, postos diante do Senhor da terra. 5Se alguém pois lhes quiser fazer mal, sairá fogo das suas bôcas, que devorará a seus inimigos: E se alguém os quiser ofender, importa que êle seja assim morto. 6Eles têm poder de fecliar o Céu, pára que não chova, pelo tempo que durar a sua profecia: E têm poder sôbre as águas, para as converter em sangue, e de ferir a terra com todo o gênero de pragas, tôdas as vêzes que quiserem. 7E depois que êles tiverem acabado de dar o seu testemunho, uma fera que sobe do abismo, fará contra eles guerra, e vencê-los-á e matá-los-á. 8E os seus corpos jazerão estirados nas praças da grande cidade, que se chama espiritualmente Sodoma e Egito; onde também o Senhor deles foi crucificado. 9E os das tribos, e povos, e línguas, e nações verão os corpos deles estirados por três dias e meio: E não permitirão que os seus corpos sejam postos em sepul-, cros: 10E os hábitantes da terra se alegrarão sôbre eles e farão festas: E mandarão presentes uns aos outros, porque êstes dois Profetas tinham atormentado aos que habitavam sôbre a terra. 11Mas depois de três dias e meio o espirito de vida entrou neles da parte -de Deus. E êles se levantaram sôbre os seus pés, e dos que os viram se apoderou um grande temor. 12E ouviram uma grande voz do Céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao Céu em uma nuvem e os viram os inimigos deles. 13E naquela hora sobreveio um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos os nomes de sete mil homens: E os demais foram atemorizádos e deram glória ao Deus do Céu. 14É passado o segundo ai: E eis aqui o terceiro que cedo virá. 15E o sétimo Anjo tocou a trombeta: E ouviram-se no Céu grandes vozes, que diziam: O Reino deste Mundo passou a ser de nosso Senhor, e do seu Cristo, e: êle reinará por séculos de séculos: Amém. 16E os vinte e quatro Anciãos, que diante de Deus estão assentados nas suas cadeiras, se prostraram sôbre os seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: 17Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir: Por haveres recebido o teu grande poderio, e entrada no teu Reino. 18E as gentes se irritaram, mas chegou a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e de dar o galardão aos Profetas teus servos, e aos Santos, e aos que temem o teu Nome, aos pequenos, e aos grandes, e de exterminar aos que corromperam a terra. 19Então foi aberto no Céu o Templo de Deus: E apareceu a Arca do seu Testamento no seu Templo, e sobrevieram relâmpagos, e vozes, e um terremoto, e uma grande chuva de pedra.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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