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Apocalipse 18

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1E depois disto vi descer do Cén outro Anjo, que tinha um grande poder: E a terra foi iluminada da sua glória. 2E exclamou fortemente, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia: E se converteu em habitação de demônios, e em retiro de todo o espírito imundo, e em guarida de tôda a ave hedionda e abominável. 3Porque tôdas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição: E os reis da terra se corromperam com ela: E os mercadores da terra se fizeram ricos. com o excesso das suas delícias. 4Depois ouvi outra voz do Céu, que dizia: Saí dela, povo meu: Para não serdes participantes dos seus delitos, e para não serdes compreendidos nas suas pragas. 5Porque os seus pecados chegaraim até ao Céu, e o Senhor se lembrou das suas iniquidades. 6Tornai-lhe assim como ela também vos tornou: E pagai-lhe em dôbro, conforme as suas obras: No cálice que ela vos deu a beber, dai-lhe a beber dobrado. 7Quanto ela se tem glorificado e tem vivido em deleites, tanto lhe dai de tormento e pranto: Porque diz no seu coração: Eu estou assentada como Rainha: E não sou viúva: E não verei o pranto. 8Por isso num mesmo dia virão as suas pragas, a: morte, e o pranto, e a fome, e ela será abrasada em fogo: Porque é forte o Deus que a há de julgar. 9E chorarão, e ferirão os peitos sobre ela os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em deleites, quando êles virem o fumo do seu incêndio: 10Estando longe por mêdo dos tormentos dela, dirão: Ai, ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela.cidade forte: Porque num momento veio a tua condenação. 11E os negociantes da terra chorarão, e se lamentarão sôbre ela: Porque ninguém comprará mais as suas mercadorias: 12Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho finíssimo, e de escarlata, e de séda, e de grã, e tôda a madeira odorifera, e todos os móveis de marfim, e todos os móveis de pedras preciosas, e de cobre, e de ferro, e de mármore. 13E de cinamomo, e de cheiros, de bálsamos, e de incenso, e de vinho, e de azeite, e de flor da farinha, e de trigo, e de bêstas de carga, e de ovelhas, e de cavalos, e de carroças, e de escravos, e de almas de homens. 14E os frutos do desejo da tua alma se retiraram de ti, e tôdas as coisas pingues, e formosas te têm faltado e não as acharão jamais. 15Os mercadores destas coisas, que se enriqueceram, estarão longe dela por medo dos tormentos dela, chorando e fazendo pranto. 16E dizendo: Ai, ai daquela grande Cidade, que estava coberta de linho finíssimo é de escarlata, e de grã, e que se adornava de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas. 17Que em uma hora têm: desaparecido tantas riquezas; e todos os pilotos, e todos os que navegam no mar, e os marinheiros, e quantos negoceiam sôbre o mar, estiveram ao longe.: 18E vendo o lugar do incêndio dela, clamaram, dizendo: Que Cidade houve semelhante a esta grande Cidade? 19E lançaram pó sôbre as suas cabeças, e fizeram alaridos; chorando e lamentando diziam: Ai, ai daquela grande Cidade, na qual se enriqueceram todos os que tinham navios no mar, dos preços dela; que em uma hora foi desolada. 20Exulta sôbre ela, ó Céu, e vós, Santos Apóstolos e Profetas: Porque Deus julgou a vossa causa, quanto a ela. 21Eitão um forte Anjo levantou em alto uma pedra, como uma grande mó de moinho, e lançou-a no mar, dizendo: Assim com êste ímpeto será precipitada aquela. grande Cidade de Babilônia, de sorte que ela se não achará jamais. 22E não se ouvirá mais em ti nem a voz de tocadores de cítara, nem de miúsicos, nem de trcadores de flauta e de trombêta: Nem se achará mais em ti artífice algum de qualquer mister que seja: Nem se tornará mais a ouvir em ti o ruído da mó: 23E não luzirá mais em ti a luz das lâmpadas: Nem se ouvirá mais em ti a voz do espôso e da espôsa: Porque os teus mercadores eram uns príncipes da terra, porque nos teus encantamentos erraram tôdas as gentes. 24E nela foi achado o sangue dos Profetas, e dos Santos: E de todos os que foram mortos sôbre a terra.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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