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Apocalipse 19

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Depois disto ouvi uma como voz de muitas gentes no Céu, que diziam: Aleluia: A salvação, e a glória, e o poder é ao nosso Deus: 2Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, porque êle condenou a grande prostituta que corrompeu a terra com a sua prostituição, e porque vingou o sangue de seus servos, das mãos dela. 3E outra vez disseram: Aleluia. E o fumo dela sobe por séculos de séculos. 4Então os vinte e quatro Anciãos e os quatro Animais se prostraram e adoraram a Deus, que estava assentado sôbre o Trono, e diziam: Amém. Aleluia. 5E saiu do Trono uma voz que dizia: Dizei louvor ao nosso Deus todos os seus servos, e os que o temeis, pequeninos e grandes. 6E ouvi uma como voz de muita gente e um como estrondo de muitas águas, e como o estampido de grandes trovões, que diziam: Aleluia. Porque reinou o Senhor nosso Deus: O Todo-Poderoso. 7Alegremo-nos e exultemos: E demos-lhe glória: Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e a sua espôsa está ataviada. 8E lhe foi dado o vestir-se de finíssimo linho, resplandescente e branco. E êste linho fino são as justificações dos Santos. 9Então me disse êle: Escreve: Bem-aventurados os que foram chamados à ceia das bodas do Cordeiro: E me disse: Estas palavras de Deus são verdadeiras. 10E eu me prostrei a seus pés para o adorar. E êle me disse: Vê não faças tal: Eu sou servo contigo e com teus irmãos, que têm testemunho de Jesus. Adora a Deus. Porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. 11Depois vi o Céu aberto, e eis que apareceu um cavalo branco, e o que estava montado em cima dêle se chamava o Fiel, e o Verdadeiro, que julga, e que peleja justamente. 12E os seus olhos eram uma como chama de fogo, e na sua cabeça estavam postos muitos diademas, e tinha um nome escrito, que ninguém conhece senão êle mesmo. 13E vestiu uma roupa salpicada de sangue: E o seu nome, por que se apelida, é O VERBO DE DEUS. 14E seguiam-no os exércitos que estão no Céu, em cavalos brancos, vestidos de fino linho branco e limpo. 15E da sua bôca saia uma espada de dois gumes: Para ferir com ela as nações. Porque êle as governará. com uma vara de ferro: E êle mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus Todo-Poderoso. 16E êle traz escrito no seu vestido e na sua coxa: O Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores. 17E vi um anjo que estava no Sol, e clamou em alta voz, dizendo a tôdas as aves que voavam pelo meio do Céu: Vinde e congregai-vos à grande ceia de: Deus: 18Para comerdes carnes de Reis, e carnes de Tribunos e carnes de poderosos, e carnes de cavalos, e dos que neles montam, e carnes de todos os livres, e escravos, e pequeninos, e grandes.: 19E via Bêsta, e os reis da terra, e os seus exércitos congregados para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 20Mas a Bêsta foi prêsa e com ela o falso Profeta: Que tinha feito os prodígios na sua presença, com os quais êle tinha seduzido aos que tinham recebido o caráter da Bêsta e que tinham adorado a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no tanque ardente de fogo e de enxofre: 21E os outros morreram à espada, que saia da bôca do que estava montado sobre o cavalo: E tôdas as aves se fartaram das carnes deles,

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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