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Apocalipse 3

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Escreve. também ao anjo da Igreja de Sardes: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrêlas: Iu sei as tuas obras, que tens a reputação de que vives e tu estás morto. 2Sê vigilante, e confirma os restos que estavam para morrer. Pois que não acho as tuas obras completas diante do meu Deus. 3Lembra-te pois do que recebeste e ouviste, e guarda-o, e faze penitência. Porque se tu não vigiares, virei a ti como um ladrão, e tu não saberás a que hora eu virei a ti. 4Mas tens algumas pessoas em Sardes que não têm contaminado os seus vestidos: Os quais andarão comigo em vestiduras brancas, porque são dignos disso. 5Aquele que vencer, será assim, vestido de vestiduras brancas, e eu não apagarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de-meu Pai, e diante dos seus anjos. 6Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 7Escreve também ao anjo da igreja de Filadelfia: Isto diz o santo, e o verdadeiro, que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha: Que fecha e ninguém abre. 8Eu conheço as tuas obras. Eis aqui pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar: Porque tens pouca fôrça, e guardaste a minha palavra, e não tens negado o meu nome. 9Eis aqui apresentarei alguns da sinagoga de sa- 'tanás, e que dizem que são judeus, e não o são, mas men-tem: Eis aqui farei com que êles venham, e que se prostrem a teus pés. E êles conhecerão que eu te amei: 10Porque tu guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação, que virá a todo o Universo, para provar aos que habitam na terra. 11Vê, que venho logo: Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12Ao que vencer, fá-lo-ei coluna nd templo do meu Deus. e não sairá jamais fora: E escreverei sôbre êle o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do Céu vinda do meu Deus, 'e o meu novo nome. 13Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às T grejas. 14Escreve igualmente ao Anjo da Igreja de Laodicéia: Isto diz aquele que é a mesma verdade, a testemunha fiel e verdadeira, o que é princípio da criatura de Deus. 15Seias tuas obras, que não é nem frio, nem quente; oxalá que tu fóras ou frio, ou quente. 16Mas porque tu és môrno, e nem és frio, nem quente, começar-te-ci a vomitar da minha bôca. 17Porque dizes: Rico sou pois, e estou enriquecido, e de nada tenho falta: E não conheces tu que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. 18Eu te aconselho a que me compres ouro retem-perado no fego para te fazeres rico, e te vestires de roupas brancas, e não se descubra a vergonha da tua desnudez, e unge os teus olhos com colírio para que vejas. 19Eu aos que amo, repreendo e castigo. Arma-te pois de zêlo, e faze penitência. 20Eis ai estou eu à porta, e bato: Se algum ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei eu em sua casa, e cearei com êle, e êle comigo. 21Aquele que vencer, eu o farei assentar comigo no meu Trono, assim como eu mesmo também depois que venci, me assentei igualmente com meu Pai no seu Trono. 22Aquele que te ouvidos; ouça o que o Espírito diz as Igrejas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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