Apocalipse 6
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E vi que o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi que um dos quatro animais dizia, como em voz de trovão: Vem e vê: 2E olhei: E vi um cavalo branco, e o que estava montado sôbre êle tinha um arco, e lhe foi dada uma coroa, e saiu vitorioso para vencer. 3E como êle tivesse aberto o segundo sêlo, ouvi o segundo animal, que dizia: Vem e vê. 4E saiu outro cavalo vermelho: E foi dado poder ao que estava montado sôbre êle, para que tirasse a paz de cima da terra, e que se matassem uns aos outros, e foi-lhe dada uma grande espada. 5E quando êle abriu o terceiro sêlo, ouvi ao terceiro animal, que dizia: Vem e vê. E apareceu um cavalo negro: E o que estava montado sôbre êle tinha na sua mão uma balança. 6E ouvi uma como voz no meio dos quatro animais, que diziam: Meia oitava de trigo valerá um dinheiro, e três oitavas de cevada, um dinheiro: mas não faças dano ao vinho, nem ao azeite. 7E quando êle abriu o quarto sêlo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê. 8E apareceu um cavalo amarelo: E o que estava montado sôbre êle tinha por nome Morte, e seguia-o o Inferno, e foi-lhe dado poder sôbre as quatro partes da terra, para matar à espada, à fome, e pela mortandade, e pelas alimárias da terra. 9E quando êle abriu o quinto sélo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho que tinham dado dele. 10E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando, Senhor; (Santo e verdadeiro) dilatas tu o fazer-nos justiça e vingar o nosso sangue dos que habitam sôbre a terra? 11E foram dadas a cada um deles umas vestiduras brancas: E foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e o de seus irmãos, que haviam de padecer como também êles a morte. 12E olhei quando êle abriu o sexto selo: E eis que sobreveio um grande terremoto e se tornou o Sol negro, como um saco de cilício: E a Lua se tornou tôda como sangue: 13E as estrêlas cairam do Céu sôbre a terra, como quando a figueira, sendo agitada dum grande vento, deixa cair os seus figos verdes: 14E o Céu se recolheu como um livro, que se cn-rola: E todos os montes e ilhas se moveram dos seus lugares: 15Eos reis da terra, e os príncipes, e os tribunos, e os ricos, e os poderosos, e todo o servo e livre se esconderam nas cavernas e entre os penhascos dos montes. 16E disseram aos montes e aos rochedos: Caí sôbre nós e escondei-nos de diante da face do que está assentado no Trono e da ira do Cordeiro: 17Porque chegou o grande dia da ira deles: E quem poderá subsistir?