Apocalipse 5
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1E vi na mão direita do que estava assentado sôbre o trono um Livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. 2E vi um Anjo forte, que dizia a grande brado: Quem é digno de abrir o Livro, e de desatar os seus selos? 3E nenhum podia, nem no Céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o Livro, nem olhar para êle. 4E eu chorava muito, por ver que ninguém loi achado digno de abrir o Livro, nem de olhar para êle. 5Porém um dos anciãos me disse: Não chores: Eis-aqui o Leão da Tribo de Judá, a raiz de Davi. que pela sua vitória alcançou o poder de abrir o Livro, e de desatar os seus sete selos. 6E olhei: E vi no meio do trono, e dos quatro animais, e no meio dos anciãos um Cordeiro como morto, que estava em pé, o qual tinha sete cornos, e sete olhos: Que são os sete Espíritos de Deus. mandados por tôda a terra. 7E veio: E tomou o Livro da mãe direita do que estava assentado no trono. 8E tendo aberto o Livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos se prostraram diante do Cordeiro, tendo cada um suas citaras e suas redomas de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos: 9E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és, Senhor, de tomar o Livro e de desatar os seus selos: Porque tu fôste morto, e nos remiste para Deus pelo teu sangue, de tôda a Tribo, e tôda a língua, e de todo o povo, e de tôda a nação: 10E nos tens feito para o nosso Deus reino e sacerdotes: E reinaremos sôbre a terra. 11E olhei, e. ouvi a voz de muitos anjos ao derredor do trono, e dos animais, e dos anciãos: E era o número deles milhares de milhares. 12Que diziam em alta voz: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber a virtude, e a divindade, e a sabedoria, e a fortalezà, e a honra, e a glória, e a bênção. 13E a tôda a criatura, que há no Céu e sôbre a terra, e debaixo da terra, e as que há no mar, e quanto ali há: Ouvi dizer a todas: Ao que está assentado no trono, e ao Cordeiro, bênção, e honra, e glória, e poder por séculos de séculos. 14E os quatro animais respondiam: Amém. E os vinte e quatro anciãos se prostraram sôbre os seus rostos: E adoraram ao que vive por séculos de séculos.