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Apocalipse 9

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1ÉEo quinto Anjo tocou a troimbeta: e vi que uma Estrêla caiu do Céu na terra, e lhe foi dada a chave do poço do abismo. 2E abriu ela o poço do abismo: E subiu fumo do poço como fumo de uma grande fornalha: E se escureceu o Sol e o ar com o fumo do poço. 3E do fumo do poço saíram.: gafanhotos para a terra e lhes foi dado um poder, como têm poder os escorpiões da terra. 4E lhes foi mandado que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma: Senão somente aos homens que não têm o sinal de Deus nas suas testas. 5E lhes foi concedido, não que os matassem: Mas que os atormentassem cinco meses: E o seu tormento é como o tormento do escorpião quando fere ao homem. 6E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão, e êles desejarão morrer, e a morte fugirá deles. 7Eas figuras dos gafanhotos eram parecidas a cavalos aparelhados para a batalha, e sôbre as suas cabeças tinham umas como coroas semelhantes ao ouro: E os seus rostos eram como rostos de homens. 8E tinham os cabelos como os cabelos das mulhe 9E vestiam couraças, como couraças de ferro, e o estrondo das suas asas era como o estrondo de carros de muitos cavalos, que correm ao combate. 10E tinham caudas semelhantes às dós escorpiões, e havia aguilhões nas suas caudas: E o seu poder se estendia a fazerem mal aos homens cinco meses, e tinham sobre si 11por seu rei um Anjo do abismo, chamado em hebreu Abadon, e em grego Apolion, que segundo o latim quer dizer Exterminador. 12O primeiro ai já passou, e eis aqui se seguem ainda desgraças. 13Tocou também o sexto Anjo a trombeta: E eu ouvi uma voz, que saía dos quatro cantos do Altar de ouro, que está ante os olhos de Deus. 14A qual dizia ao Sexto Anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro Anjos que estão atados no grande rio Eufrates. 15Logo foram desatados os-quatro Anjos, que estavam prestes para a hora, dia, mês e ano, para matarem a têrça parte dos homens. 16E o número dêste exército de cavalaria era de duzentos milhões. E eu ouvi dizer o número deles. 17E vi assim os cavalos na visão: Os que estavam pois montados neles, tinham umas couraças de fogo, e de côr de jacinto e de enxofre, e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões: E da sua bôca saía fogo, e fumo, e enxofre. 18E por estas três pragas, isto é, pelo fogo, e pelo fumo, e pelo enxofre, que saiam da sua bôca, foi morta a têrça parte dos homens. 19Porque o poder dos cavalos está na sua bôca, e nas suas caudas: Porque as suas caudas assemelham-se com as das serpentes, e têm cabeças, e com elas danam. 20E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas nem se arrependeram das obras das suas mãos, para que não adorassem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de cobre, e de pedra, e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar: 21E não fizeram penitência dos seus homicidios, nem das suas impurezas, nem dos seus furtos.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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