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Apocalipse 10

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Então vi outro Anjo forte, que descia do Céu, vestido duma nuvem, e com o arco-iris sôbre a sua cabeça, e o seu rosto era como o Sol, e os seus pés como colunas de fogo. 2E tinha na sua mão um pequeno livro aberto, e pôs o seu pé direito sôbre o mar, e o esquerdo sobre a terra. 3E gritou em alta voz, como um leão quando ruge. E depois que gritou, fizeram sete trovões soar as suas vozes. 4E como os sete trovões tivessem feito ouvir as suas vozes, eu me punha já a escrevê-las, mas ouvi uma voz do Céu, que me dizia: Sela as palavras dos sete trovões e não as escrevas. 5Eo Anjo que eu vira, que estava em pé sôbre o mar, e sôbre a terra levantou a sua mão para o Céu. 6E jurou por aquele que vive por séculos de séculos, que criou o Céu, e tudo o que nele há, e a terra, e tudo o que há nela, e o mar, e tudo o que nele há, jurou, digo: Que não haveria mais tempo. 7Mas nos dias da voz do. sétimo Anjo, quando começasse a soar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como êle o anunciou pelos profetas seus servos. 8E ouvi a voz do Céu, que falava outra vez comigo, e que dizia: Vai, e toma o livro aberto da mão do Anjo, que está em pé sôbre o mar, e sôbre a terra. 9E fui eu ter com o Anjo, dizendo-lhe que me desse o livro. E êle me disse: Toma o livro e come-o, e êle te causará amargor no ventre, mas na tua bôca será doce como mel. 10E tomei o livro da mão do Anjo, e traguei-o: E na minha bôca era doce como mel, mas depois que o traguei, êle me causou amargor no ventre. 11Então me disse: Importa que tu ainda profetes a muitas gentes, e povos, e homens de diversas línguas, e reis.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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