Cântico dos Cânticos 3
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1A espôsa. Eu busquei de noite no meu leito aquêle a quem ama a minha alma: Busquei-o: E não o achei. 2Levantar-me-ei, e rodearei a cidade: Buscarei pelas ruas e praças públicas aquêle a quem ama a minha alma: Busquei-o, e não o achei. 3Os guardas, que rondam a cidade, me encontraram, e eu lhes disse: Vistes porventura aquele a quem ama a minha alma? 4A poucos passos, que me tinha apartado deles, achei eu aquêle a quem ama a minha alma: E agarrar-me-ei a êle: Nem o largarei, até o não introduzir em casa de minha mãe, e levar à câmara daquela que me gerou. 5O espôso. Eu vos conjuro, filhas de Jerusalém, pelas cabras montesas, e veados do campo, que não perturbeis à minha amada o descanso, nem a façais despertar, até que ela se queira erguer. 6As filhas de Jerusalém. Quem é esta, que sobe pelo deserto, como uma varinha de fumo composta de aromas de mirra, e de incenso, e de tôda a casta de pol-v ilhos odoríferos? 7Eis-aqui o leito de Salomão, ao qual rodeiam sessenta valentes dos mais fortes de Israel: 8Armados todos de espadas, e mui peritos para a guerra: Sôbre a sua coxa está pendente a espada de cada um por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fêz uma cadeirinha de madeira do Líbano: 10Fêz-lhe as colunas de prata, o reclinatório.de ouro, a subida de púrpura: O meio de tudo ornou-o do que há êle mais precioso, em atenção às filhas de J eru-salém: 11Saí, filhas de Sião, e vêde ao rei Salomão com o diadema de que sua mãe o coroou no dia do seu casamento, e no dia do júbilo do seu coração.