Cântico dos Cânticos 7
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Que verás tu na sulamita, senão coros de música no campo dos exércitos? Que airosos são os teus passos, ó filha do príncipe, no calçado que trazes? As juntas das tuas coxas são como uns colares, que foram fabricados por mão de mestre. 2O teu umbigo é uma taça feita ao tôrno, que nunca está desprovida de licores. O teu ventre é como um monte de trigo cercado de açucenas. 3Os teus dois peitos são como dois cabritinhos gêmeos, filhos da cabra montesa. 4O teu pescoço é como uma tôrre de marfim. Os teus olhos são como as piscinas de Hesebon, que estão situadas à porta da filha da multidão. O teu nariz é como a tôrre do Líbano, que oina para Damasco. 5A tua cabeça é como o monte Carmelo: E os cabelos da tua cabeça são como a púrpura do rei atada, e tinta duas vêzes nos canais dos tintureiros. 6Quão formosa, e quão engraçada és, ó caríssima, nas delícias! 7A tua estatura é assemelhada a uma palmeira, e os teus peitos a dois cachos de uvas. 8Eu disse: Subirei à palmeira, e colherei os seus frutos: E os teus peitos serão como dois cachos de uvas: E o cheiro da tua bôca como o dos pomos. 9A tua garganta é como o melhor vinho, digno de ser bebido pelo meu amado, e ruminado entre os seus lábios, e os seus dentes. 10A espôsa. Eu sou para o meu amado, e êle para mim é que se volta. 11Vem, amado meu, saiamos ao campo, moremos nas quintas. 12Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, ve-Jjamos se a vinha tem lançado flor, se as flores produzem frutos, se as romãs estão já em flor: Ali te darei os meus peitos. 13As mandrágoras deram o seu cheiro. Nós temos as nossas portas tôda a casta de pomos: Eu tenho guardado para ti amado meu, os novos e os velhos.