Deuteronômio 29
Pe. Antônio Pereira de Figueiredo
1Estas são as palavras do concêrto, que o Senhor mandou a Moisés que fizesse com os filhos de Israel na terra de Moab: além daquele outro concêrto, que fizera com eles em Horeb. 2Convocou pois Moisés a todo o Israel, e lhe disse: Vós vistes tudo o que o Senhor fêz diante de vós na terra do Egito a Faraó, e a todos os seus servos, e a todo o seu reino. 3As grandes provas, que teus olhos viram; aqueles sinais, e prodígios: extraordinários, 4e até o presente dia não vos tem o Senhor dado um coração inteligente, nem uns olhos de ver, nem umas orelhas que possam ouvir. 5Êle vos conduziu quarenta anos pelo deserto: não se romperam os vossos vestidos, nem se gastaram com a velhice os sapatos dos vossos pés. 6Não comestes pão, nem bebestes vinho nem outro algum licor: para que soubésseis que eu sou o Senhor vosso Deus. 7E viestes a êste lugar: e Seon rei de Hesebon, e Og rei de Basan, marcharam em nosso encontro para nos combater. E nós os derrotamos, 8e lhes tomamos o seu país, e o demos a Rúben e a Gad, e à meia tribo de Manasses, para êles o possuírem. 9Guardai pois as palavras dêste pacto, e cumpri-as: De sorte que tudo o que fizerdes o façais com inteligência. 10Vós estais hoje todos na presença do Senhor vosso Deus, os vossos príncipes, e as tribos, e os anciãos, e os doutores, todo o povo de Israel, 11os vossos filhos, e as vossas mulheres, e o estrangeiro que mora contigo no arraial, sem contar os que cortam lenha, e os que acarretam água: 12Para que tu passes no concerto do Senhor teu; Deus, e no juramento que o Senhor teu Deus faz hoje contigo: 13e assim suscite em ti um povo seu, e êle seja o teu Deus como to disse, e como jurou a teus pais, Abraão, Isaac e Jacó. 14E não só convosco faço eu êste concêrto, e estabeleço êstes juramentos, 15mas também com todos os presentes e ausentes. 16Porque vós sabeis de que modo habitamos nós na terra do Egito, e como passamos pelo meio das nações, e ao passá-las, 17vistes as suas abominações e imundícies, isto é, os seus ídolos, o pau e a pedra, a prata e O ouro, que elas adoravam. 18Não suceda que entre vós se ache homem ou mulher, família ou tribo, cujo coração esteja hoje apar-, tado do Senhor nosso Deus: De modo que vá servir aos deuses daquelas nações: e seja entre vós uma raiz que produza fel e amargura. 19E que quando ouvir as palavras deste juramento, se lisonjeie no seu coração, dizendo: Eu viverei em paz, e andarei na depravação do meu coração: e que a embriaguez absorva o sequioso, 20e o Senhor lhe não perdoe: Mas fumegue então mais o seu furor e zêlo contra aquele homem, e se ponham de assento sôbre êle tôdas as maldições, que estão escritas neste livro: e apague o Senhor o seu nome debaixo do céu, 21e o consuma arrancando-o de tôdas as tribos de Israel, conforme as maldições, que se contêm no livro desta lei e concêrto. 22E dirá a geração vindoura, e os filhos que nascerem daí por diante, e os estrangeiros, que vierem de longe, ao ver as pragas desta terra, e as doenças, coro que o Senhor a terá afligido, 23quando a abrasar com enxofre e com ardor de sal, de maneira que se não semeie jamais, nem se crie nela verdura alguma, à semelhança da ruína de Sodoma e Gomorra, Adama e Seboim, que o Senhor destruiu na sua ira e furor, 24e tôdas as nações dirão: Por que se houve o Se-' nhor assim com esta terra? Que ira imensa é esta do seu furor? 25E responder-lhe-ão: Porque êles deixaram totalmente o pacto, que o Senhor tinha feito com seus pais, quando os tirou da terra do Egito: 26E serviram, e adoraram a deuses estranhos, que lhes eram desconhecidos, e a cujo culto não tinham sido destinados: 27Por isso o furor do Senhor se acendeu contra esta terra, para fazer vir sôbre ela tôdas as maldições, que estão escritas neste livro:, 28E por isso com ira e sanha, e indignação gran» de os lançou fora da sua terra, e atirou com êles para uma terra estrangeira, como hoje se está vendo. 29Segredos são estes do Senhor nosso Deus: Que Êle nos manifestou a nós e a nossos filhos para. sempre, para que guardemos tôdas as palavras desta lei.