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Deuteronômio 33

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Esta é a bênção, que deu Moisés homem de Deus, aos filhos de Israel, antes da sua morte. 2E disse: O Senhor veio de Sinai, e nasceu de Seir para nós: Apareceu sôbre o monte Faran, e milhares de santos com êle. Na sua direita vinha a lei do fogo. 3Êle amou os povos; todos os santos estão na sua mão: E os que se chegam a seus pés, receberão da sua doutrina. 4Moisés nos prescreveu a lei para ser a herança de todos os filhos de Jacó. 5Será junto do retíssimo o rei, estando congregados os príncipes do povo com as tribos de Israel. 6Viva Rúben, e não morra, mas êle seja em pequeno número. 7Esta é a bênção de Judá. Ouve, Senhor, a voz de Judá, e introduze-a no seu povo: As suas mãos pelejarão por êle e êle será o seu protetor contra os seus adversários. 8Disse também a Levi: A tua perfeição, e a tua doutrina é para o teu santo varão, que tu provaste na tentação, e julgaste nas águas da contradição. 9Os que disseram a seu pai, é a sua mãe: Eu não vos conheço: E a seus irmãos: Eu não sei quem vós sois: E que não conheceram seus próprios filhos. Êstes são os que executaram a tua palavra, e os que guardaram o teu pacto, o 10os teus juízos, ó Jacó, e a tua lei, ó Israel: Êstes oferecerão incenso no tempo do teu furor, e porão o holocausto sôbre o teu altar. 11Abençoa, Senhor, a sua fortaleza, e aceita as obras das suas mãos. Fere as costas dos seus inimigos: E os que o aborrecem, não se levantem. 12Disse também a Benjamim: O muito amado do Senhor habitará nêle confiadamente: Morará como em tálamo nupcial todo o dia, e descansará entre os seus braços. 13Disse também a José: A tua terra seja cheia das bênçãos do Senhor, dos frutos do céu, e do orvalho, e do abismo que está debaixo. 14Dos frutos produzidos por virtude do sol, e da lua: 15Dos frutos, que crescem sôbre os montes antigos, e sôbre os outeiros eternos: 16E dos frutos da terra, e de tôda a sua abundância. A bênção daquele, que apareceu na sarça, venha sôbre a cabeça de José, e sôbre o alto da cabeça do Nazareno entre seus irmãos. 17A sua formosura é como a do primogênito do touro; os seus cornos são como os cornos do rinoceronte: Com êles levantará ao ar tôdas as gentes até às extremidades da terra: Tais são as tropas inumeráveis de Efraim: E tais são os milhares de Manassés. 18Disse também a Zabulon: Alegra-te Zabulon, na tua saída, e tu, Issacar, nas tuas tendas. 19Êles chamarão os povos ao monte: aí imolarão vítimas de justiça. Êles chuparão como leite as riquezas do mar, e os tesouros escondidos nas areias. 20Disse também a Gad: Bendito Gad na vastidão da sua partilha: Êle repousou como leão, e arrebatou o braço e a cabeça. 21Êle conheceu a sua prerrogativa, porquanto na sua partilha estava depositado o doutor: Êle andou com os príncipes do seu povo, e observou as leis do Senhor. e as suas ordens com Israel. 22Disse também a Dan: Dan, cachorro de leão se estenderá largamente desde Basan. 23Disse mais a Neftali: Neftali gozará da abundância, e será cheio das bênçãos do Senhor: Possuirá o mar e o meio-dia. 24Disse outrossim a Aser: Bendito Aser etltre os filhos, êle caia em graça a seus irmãos e banhe em azeite o seu pé. 25O ferro e o bronze serão seu calçado. Os dias da tua velhice sejam como os da tua mocidade. 26Não há outro Deus. como o Deus do retíssimo: E teu protetor é aquêle que sobe ao mais alto dos céus. Pelo seu poder correm as nuvens, 27a sua habitação é lá no alto, e cá em baixo seus braços eternos: Êle fará fugir da tua presença o inimigo, e dirá: Sê reduzido a pó. 28Israel habitará em plena segurança, e habitará só. Os olhos de Jacó verão a sua terra cheia de pão e de vinho, ê os céus se escurecerão com o orvalho. 29Bem-aventurado tu, ó Israel: Quem semelhante a ti, ó povo, que és salvo em o Senhor? êle é o escudo do teu socorro, e a espada da tua glória: Os teus inimigos não te reconhecerão, mas tu lhes porás'o pé no pescoço.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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