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Deuteronômio 8

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Põe todo o cuidado em observar todos os preceitos, que eu hoje te intimo: para que possais viver, e multiplicar-vos, e tendo entrado possuais a terra que o Senhor prometeu com juramento a vossos pais. 2E recordar-te-ás de todo o caminho, por onde o Senhor teu Deus te conduziu pelo deserto quarenta anos, para te castigar. e para te provar, e para que se descobrisse o que estava dentro do teu coração, se guardavas ou não os seus mandamentos. 3Afligiu-te com a fome, e deu-te por sustento o maná, que tu desconhecias e teus pais: Para te mostrar que o homem não vive só do pão, mas de tôda a palavra que sai da bôca de Deus. 4O teu vestido, com que te cobrias, não chegou a gaslar-se com a velhice, e o teu pé não foi magoado, e este «e o quadragésimo ano. 5Para que recordes no teu coração, que do mesmo modo que um homem instrui a seu filho, assim te instrui a ti o Senhor teu Deus, 6para que guardes os mandamentos do Senhor teu Deus, e andes nos seus caminhos e o temas, 7Porque o Senhor teu Deus te há de introduzir numa terra excelente, numa terra cheia de regatos de águas e de fontes: Em cujos campos e montes arrebentam os abismos dos rios: 8Numa terra fértil de trigo, de cevada, e de vinhas, onde se dão figueiras, e romeiras, e olivais: Numa terra de azeite e de mel. 9Onde sem alguma penúria comerás o teu pão, e gozarás da abundância de tôdas as coisas: Numa terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes se tiram os metais de cobre: 10Para que quando comeres, e fores farto, louves ao Senhor teu Deus, pela excelente terra, que te deu. 11Toma sentido, e tem cuidado que jamais te não esqueças do Senhor teu Deus, e que não desprezes os seus preceitos e leis e cerimônias que eu hoje te prescrevo: 12Não suceda que depois de teres comido e fores farto, depois de teres edificado formosas casas, e morado nelas, 13depois de teres manadas de bois e rebanhos de ovelhas, e abundância de prata e de ouro, e de tôdas as coisas, 14se eleve o teu coração: E te não lembres do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão: 15E que foi o teu condutor nesse vasto e temeroso deserto, onde havia serpentes que queimavam com o seu assopro, e escorpiões e dípsades; e onde não havia nenhuma água: Que fêz sair arroios duma pedra duríssima, 16e que na solidão te alimentou com o maná, que teus pais não conheceram. E que depois de ter afligido e provado, por fim teve compaixão de ti, 17para que tu-não dissesses no teu coração: A minha fortaleza, e a robustez de minhas mãos são as que me deram tôdas estas coisas. 18Mas antes te lembres do Senhor teu Deus que êle mesmo te deu as forças, para assim cumprir o seu pacto, que jurou a teus pais, como mostra o dia presente. 19Se, esquecendo-te porém do Senhor teu Deus, seguires deuses estranhos, e os servires e adorares: Eu desde agora te denuncio que perecerás de todo, 20Da mesma maneira que o Senhor destruía as nações na tua entrada, assim também perecereis vós, se fordes desobedientes à voz do Senhor vosso Deus.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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