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Eclesiástico 36

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Tem piedade de nós, Deus de todas as coisas, e volta para nós os teus olhos, e mostra-nos a luz das tuas misericórdias: 2E espalha o teu temor sôbre as nações, que te não buscaram, para que elas se desenganem que não há outro Deus senão tu, e publiquem as tuas grandes maravilhas. 3Levanta a tua mão: sôbre as nações estranhas, para que experimentem o teu poder. 4Porque assim como tu diante deles tens sido santificado em nós, assim também diante de nós serás engrandecido nêle. 5Para que tenham de ti o devido conhecimento, assim como também nós temos conhecido que fora de ti, Senhor. não há outro Deus. 6Renova os teus prodígios, e faze novas maravilhas. 7Glorifica a tua mão, e o teu braço direito. 8Excita o teu furor, e derrama a tua ira. 9Destrói ao adversário, e aflige ao inimigo. 10Apressa o tempo, lembra-te do fim, para que os homens publiquem as tuas maravilhas. 11Na voracidade das chamas consumido seja o que fica salvo: E os que tiranizam o teu povo, caiam. na perdição. 12Quebra a cabeça. aos chefes dos inimigos; que dizem: Não há outro fora de nós. 13Ajunta tôdas as tribos de Jacó: Para que elas conheçam que não há outro Deus senão tu, e contém a grandeza das tuas maravilhas: E tu os herdarás, como desde o princípio. 14Tem misericórdia do teu povo, que foi apelidado do teu nome: E de Israel, a quem tu tens tratado como. a teu primogênito. 15Tem compaixão de Jerusalém, cidade da tua santificação, cidade do teu repouso. 16Enche a Sião das tuas palavras inefáveis, e ão teu povo da tua glória. 17Dá testemunho àqueles que desde o princípio são tuas criaturas e verifica as predições, que em teu nome proferiram os primeiros profetas. 18Dá o merecido galardão aos que te esperam com paciência, para que os teus profetas sejam achados fiéis: E atende às orações dos teus servos, 19segundo a bênção de Aarão sôbre o teu povo, e encaminha-nos pela estrada da justiça, e saibam todos os que habitam a terra que tu és o Deus inspetor dos séculos. 20O estômago receberá tôda a casta de viandas, mas entre os alimentos um é melhor do que outro. 21O paladar discerne pelo gôsto as carnes da mon-taria, e o coração ilustrado, as palavras mentirosas. 22O coração depravado causará tristeza, e o homem experimentado lhe resistirá. 23A mulher tomará por espôso a qualquer varão, mas entre as filhas uma é melhor que outra. 24A formosura da mulher alegra o rosto de seu marido e lhe insinua um desejo superior a tôda a concupiscência do homem. 25Se a sua língua é de saúde, se é também de brandura e de condolência: O marido dela não tem comparação alguma com os filhos dos homens. 26O que possui uma mulher boa dá princípio a uma possessão: Nela tem um ajutório que lhe é semelhante, e uma coluna como firme descanso. 27Onde não há sebe, será roubada a fazenda: E onde não há mulher suspira o homem na indigência. 28Quem é que se fia daquele que não tem ninho e que faz noite onde quer que ela o haja colhido, como salteador escoteiro, que andando a: monte vagueia de cidade em cidade?

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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