Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›

Êxodo 14

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Tornou o Senhor a falar a Moisés, e lhe disse: 2Dize aos filhos de Israel, cjue retrocedam, e que se vão acampar diante de Piairote, que fica entre Mag-dal, e o mar, defronte de Beelsefon. Vós vos acampareis defronte dêste sítio sôbre o mar. 3Porque Faraó há de dizer, falando dos filhos de Israel: Êles estão embaraçados nuns lugares estreitos, e estão fechados no deserto. 4Eu lhe endurecerei o coração, e êle irá em vosso alcance: e eu. serei glorificado em Faraó, e em todo o "seu exército. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor. Fizeram pois os filhos de Israel o que o Senhor lhes tinha ordenado. 5E vieram dizer a Faraó, rei dos egípcios, que o povo tinha fugido. Com isto se mudou o coração de Faraó, e o de seus servos a respeito dêste povo, e êles disseram: Que é o que nós fizemos, deixando ir Israel, para que êle nos não servisse? 6Faraó pois fêz preparar a sua carroça, e tomou consigo todo o seu povo. 7Levou também seiscentas carroças escolhidas, e tudo o que no Egito se achou de carroças de guerra, com os capitães de todo o exército. 8O Senhor endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e êste foi em alcance dos filhos de Israel. Mas êles tinham saído guiados de uma mão poderosa. 9Indo pois os egípcios em alcance dos israelitas, e caminhando pelo rasto das suas pisadas, acharam-nos no seu campo sôbre o mar. Tôda a cavalaria, e carroças de Faraó com todo o seu exército estavam em Piairote, defronte dé Beelsefon. 10Quando Faraó estava já próximo, levantando os filhos de Israel os olhos, e tendo visto os egípcios por detrás dêles, ficaram passados de mêdo: clamaram ao Senhor, 11disseram para Moisés: Talvez não havia sepulcros no Egito, e por isso é que tu nos trouxeste aqui, para que nós morrêssemos na solidão. Que sentido foi o teu, quando nos fizeste sair do Egito? 12Não é isto o que nós te dizíamos, estando ainda no Egito: Retira-te de nós para servirmos os egípcios? Porque muito melhor era servi-los a êles, do que morrermos no deserto. 13Respondeu Moisés ao povo: Não temais, estai firmes, e considerai as maravilhas, que o Senhor está para fazer hoje. Porque os egípcios, que vós hoje vedes, vós os não tornareis a ver jamais. 14O senhor pelejará por vós, e vós ficareis em silêncio. 15E o Senhor disse a Moisés: Porque clamas tu a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. 16E tu levantarás a tua vara, e estenderás a tua mão 'sôbre o mar, e o dividirás, para que os filhos de Israel caminhem em sêco pelo meio do mar. 17Eu endurecerei o coração dos egípcios, para qúe êles vão atrás de vós: e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, e nas suas carroças, e na sua cavalaria; 18e os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu assim fôr glorificado em Faraó e nas suas carroças e cavalaria. 19Então o anjo de Deus, que caminhava adiante do campo dos israelitas, se foi pôr atrás dêles: e ao mesmo tempo a coluna de nuvem, deixando a vanguarda do povo, 20se veio pôr também detrás, entre o campo dos egípcios, e o campo de Israel. E esta nuvem duma parte era tenebrosa, e de outra alumiava a noite; de sorte que os dois exércitos se não puderam aproximar todo o tempo da noite. 21Tendo Moisés pois estendido a sua mão sôbre o mar, O Senhor lhe dividiu as águas fazendo que tôda a noite assoprasse um vento veemente, abrasador, que lhe secou o fundo. Estando a água assim dividida, 22entraram os filhos de.Israel pelo meio do mar seco, tendo pela direita e esquerda a água que lhes servia como de muro. 23E os egípcios, que os perseguiam, entraram de pois dêles pelo meio do mar com tôda a cavalaria de Faraó, suas carroças e cavalos. 24Mas quando veio a vigília da manhã, o Senhor tendo olhado para o campo dos egípcios por entre a coluna de fogo e a coluna de nuvem, fêz perecer todo o seu exército. 25Êle embaraçou as rodas das carroças, e os egípcios foram ao fundo. Então disseram entre si os egípcios: Fujamos dos israelitas, porque o Senhor pugna por êles contra-nós. 26Mas o Senhor disse a Moisés: Estende a tua mão sôbre o mar para que as águas se tornem sôbre os egípcios, sôbre as suas carroças, e sôbre a sua cavalaria. 27Estendeu pois Moisés a mão sôbre o mar, e ao primeiro romper da manhã se tornou o mar ao mesmo lugar, onde antes estava. Assim quando os egípcios iam fugindo, vieram as águas encontrar-se com êles, e o Senhor os involveu no meio das ondas. 28Tendo-se desta sorte tornado a ajuntar as águas. cobriram as carroças, e cavalaria de todo o exército de Faraó, que tinham entrado no mar em alcance dos israelitas, e não escapou dêles nem sequer um. 29Mas os filhos de Israel ao contrário passaram a pé enxuto pelo meio do mar, tendo à direita, e à esquerda as águas, que lhe serviram de muro. 30Naquele dia livrou o Senhor a Israel da mão dos egípcios. 31E os israelitas viram os cadáveres dos egípcios sôbre a praia do mar, e os efeitos, que a poderosa mão do Senhor tinha obrado contra êles. Então temeu o povo o Senhor, creu no Senhor, e em seu servo Moisés.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp