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Êxodo 15

Pe. Antônio Pereira de Figueiredo

1Então Moisés, e os filhos de Israel cantaram êste cântico ao Senhor, e disseram: Cantemos louvores ao Senhor, por ter feito brilhar a sua grandeza, e a sua glória, e porque precipitou no mar o cavalo, e o cavaleiro. 2O Senhor é a minha fortaleza, e o objeto dos meus louvores, porque se fêz meu salvador. Êle é que é o meu Deus, e eu celebrarei a sua glória: êle é o Deus de meu pai, e eu exaltarei a sua grandeza. 3O Senhor se houve como um guerreiro: o seu nome é o Todo Poderoso. 4Êle precipitou no mar as carroças, e O exército do Faraó: os mais notáveis dentre os seus príncipes foram submergidos no Mar Vermelho. 5Êles foram sepultados nos abismos: caíram no fundo como uma pedra. 6A tua destra, Senhor, se assinalou no muito que fêz brilhar a sua fôrça: a tua destra, Senhor, feriu o inimigo. 7E tu deitaste abaixo os teus adversários com a grandeza da tua glória: tu mandaste a tua ira, que os. devorou como uma palha. 8Tu excitaste o vento do teu furor, e ao seu assopro se congregaram as águas. A corrente da água parou, e os abismos se ajuntaram no meio do mar. 9O inimigo disse: Eu os perseguirei, e os alcança-re”. Eu repartirei os seus despojos, e a minha alma ficará farta. Eu desembainharei a minha espada, e a minha mão os fará cair mortos. 10Mas tanto que o teu vento assoprou, o mar os cobriu. Êles caíram como chumbo no fundo das grandes águas. 11Quem dentre os Heróis te é semelhante a ti, Senhor? Quem te é semelhante a ti, que és grande em santidade, que és terrível, que és digno de todos os louvores pelas maravilhas que obras. 12Tu estendeste a tua mão, e a terra os devorou. 13Tu na tua misericórdia te fizeste o condutor do povo, que remiste: e tu na tua fortaleza o levaste até à tua santa morada. 14Os povos se levantaram, e se iraram: uma profunda dor se apossou dos filisteus. 15Os príncipes de Edom se turbaram: o espanto surpreendeu os valentes de Moab; todos os habitantes de Canaã ficaram enregelados. 16Caia sôbre êles o mêdo e o pavor, a efeito do poder do teu braço: êles se tornem imóveis como uma pedra, até que passe o teu povo, Senhor: até que passe êste teu povo, que tu adquiriste para ti. 17Tu os conduzirás, Senhor, e tu os estabelecerás no monte da tua herança, nesta firmíssima habitação, que tu te preparaste; neste Santuário, Senhor, que as tuas mãos firmaram. 18O Senhor reinará na eternidade, e além da eternidade. 19Porque Faraó entrou a cavalo no mar com as suas carroças, e cavalaria: e o Senhor fêz que tornassem sôbre êles as águas do mar. Os filhos de Israel porém caminharam a pé enxuto pelo meio dêle. 20Maria Profetisa, irmã de Aarão, pegou num tambor, e tôdas as mulheres foram atrás dela com tambores formando coros. 21E Maria era a primeira que cantava, dizendo: Cantemos louvores ao Senhor, por ter feito brilhar a sua grandeza, e a sua glória; e porque precipitou no mar o cavalo, e o cavaleiro. 22Depois logo que Moisés fêz partir os israelitas do Mar Vermelho, entraram êles no deserto de Sur: e como tivessem andado três dias pela solidão, não achavam água. 23Enfim chegaram a Mara, e não podiam beber das águas de Mara, porque eram amaras. Por isso a êste lugar lhe foi pôsto um nome bem congruente, qual é o de Mara, que quer dizer amargura. 24Então murmurou o povo contra Moisés, dizendo: Que havemos nós de beber? 25Porém Moisés clamou ao Senhor, o qual lhe mostrou um pau, que êle lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhe deu Deus certos preceitos, e certas ordenanças: e ali tentou êle o povo dizendo: 26Se tu obedeceres à voz do Senhor teu Deus, e obrares o que é reto diante de seus olhos; se obedeceres aos seus mandamentos, e guardares todos os seus preceitos, eu vos não ferirei com enfermidade alguma das com que feri o Egito: porque eu sou o Senhor, que te sara. 27Depois vieram os filhos de Israel a Elim, onde havia doze fontes, e setenta palmeiras, e êles se acamparam ao pé das águas.

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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